terça-feira, 31 de maio de 2011

A auto-análise



Caro leitor, vamos trabalhar juntos, para juntos festejarmos a nossa vitória. A nossa luta é a maior de todas as batalhas, é aquela em que não precisamos sair fora de nós mesmos, é a guerra interna do corpo a corpo, de pensamento a pensamento, de vontade a vontade. É de dever moral que façamos um exame profundo na nossa conduta, pesquisa essa que vai nos trazer muita felicidade, muita paz. No entanto, a princípio, vai parecer difícil.

Alguma vez já pensaste na tua conduta, no que tange ao teu dever ante a sociedade? Já procuraste observar o que falas durante o dia e o que fazes no decorrer deste tempo? A observação de nós mesmos é trabalho importante, na importância da Vida.

Muitos dizem: "os meus pensamentos vêm à minha cabeça sem que eu os crie" e, por vezes, têm razão. Não obstante, a cabeça é tua e é teu dever cuidar da lavoura que te pertence por direito celestial. Os instintos inferiores são animais que devem ser domesticados, usando-se todos os meios possíveis e dignos. Não uses a violência; ela, até no bem, pode te causar danos, se a ponderação não estiver presente no teu modo de ser.

Gostas de falar o que te vem à mente? Sabemos que isto pode parecer um prazer, mas é um prazer momentâneo, que pode nos trazer distúrbios de difícil reparação. Vê o que pensas e analisa o que falas, para que não entres em dificuldades maiores que aquelas com as quais já lutas para vencer no dia-a-dia.

Coloca-te, meu irmão, frente a frente com as tuas qualidades. Imagina se fosses tu que estivesses escutando o que falas aos outros e procura sentir o que o teu ouvinte sente. Todas as tuas emoções devem ser disciplinadas no correr dos dias, no trabalho, em casa e nas ruas. A tua paz depende da paz do teu companheiro; o respeito dos outros para com a tua pessoa depende do teu respeito para com os teus irmãos em caminho.

As leis de Deus são retas e justas; ninguém engana a verdade. Deus está presente em toda parte, com a dignidade que nos faz compreender o Seu amor. Ao criticares o teu companheiro, gastas energia e tempo, de modo que esqueces o que deves fazer com a tua conduta.

A auto-análise é serviço divino, que nos empresta valores e nos faz descobrir o céu dentro de nós, enriquecendo o nosso coração, acendendo luzes em todos os nossos sentimentos. Toda alma que poda as suas investidas no mal, afiniza-se com o Bem e deixa brilhar a fraternidade em todo o seu andar.

Confirma o teu proceder em todos os momentos, porque muitos olhos estão te olhando. Analisa as tuas maneiras todos os dias, pois, muitos raciocínios estão computando os teus atos, sem que, às vezes, o percebas. Até as crianças sabem o que não deve ser feito, tanto mais o adulto.

Todas as leis de Deus estão guardadas na nossa consciência, a refletir permanentemente, e todos nós reconhecemos essa verdade. Compete a cada criatura fazer a sua parte na educação individual, e crescer com Jesus em busca de Deus.

Fonte: Livro: Cirurgia Moral- João Nunes Maia- pelo espírito Lancellin

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Causas espirituais das doenças



1 - O que estrutura espiritualmente o corpo de carne?

Emmanuel: O corpo espiritual ou perispírito é o corpo básico, constituído de matéria sutil, sobre o qual se organiza o corpo de carne.

2 - O erro de uma encarnação passada pode incluir na encarnação presente, predispondo o corpo físico às doenças? De que modo?

Emmanuel: - A grande maioria das doenças tem a sua causa profunda na estrutura semi-material do corpo espiritual. Havendo o espírito agido erradamente, nesse ou naquele setor da experiência evolutiva, vinca o corpo espiritual com desequilíbrios ou distonias, que o predispõem à instalação de determinadas enfermidades, conforme o órgão atingido.

3 - Quais os dois aspectos da Justiça?

Emmanuel: - A Justiça na Terra pune simplesmente a crueldade manifesta, cujas conseqüências transitam nas áreas do interesse público, dilapidando a vida e induzindo à criminalidade; entretanto, esse é apenas o seu aspecto exterior, porque a Justiça é sempre manifestação constante da Lei Divina, nos processos da evolução e nas atividades da consciência.

4 - Qual a relação existente entre doenças e a Justiça?

Emmanuel: - No curso das enfermidades, é imperioso venhamos a examinar a Justiça, funcionando com todo o seu poder regenerativo, para sanar os males que acalentamos.

5 - O que faz o Espírito, antes de reencarnar-se visando à própria melhoria?

Emmanuel: - Antes da reencarnação, nós mesmos, em plenitude de responsabilidade, analisamos os pontos vulneráveis da própria alma, advogando em nosso próprio favor a concessão dos impedimentos físicos que, em tempo certo, nos imunizem, ante a possibilidade de reincidência nos erros em que estamos incursos.

6 - Que pedem, para regenerar-se, os intelectuais que conspurcaram os tesouros da alma?

Emmanuel: - Artífices do pensamento, que malversamos os patrimônios do espírito, rogam empeços cerebrais, que se façam por algum tempo alavancas coercitivas, contra as nossas tendências ao desequilíbrio intelectual.

7 - Que medidas de reabilitação rogam os artistas que corromperam a inteligência?

Emmanuel: - Artistas, que intoxicamos a sensibilidade alheia com os abusos da representação viciosa, imploramos moléstias ou mutilações, que nos incapacitem para a queda em novas culpas.

8 - Que emendas solicitam os oradores e pessoas que influenciaram negativamente pela palavra?

Emmanuel: - Tarefeiros da palavra, que nos prevalecemos dela para caluniar ou para ferir, solicitamos as deficiências dos aparelhos vocais e auditivos, que nos garantam a segregação providencial.

9 - Que providências retificadoras pedem para si próprios aqueles que abraçaram graves compromissos do sexo?

Emmanuel: - Criaturas dotadas de harmonia orgânica, que arremessamos os valores do sexo ao terreno das paixões aviltantes, enlouquecendo corações e fomentando tragédias, suplicamos as doenças e as inibições genésicas que em nos humilhando, servem por válvulas de contenção dos nossos impulsos inferiores.

10 - Todas as enfermidades conhecidas foram solicitadas pelo Espírito do próprio enfermo, antes de renascer?

Emmanuel: - Nem sempre o Espírito requisita deliberadamente determinadas enfermidades de vez que, em muitas circunstâncias quais aqueles que se verificam no suicídio ou na delinqüência, caímos, de imediato, na desagregação ou na insanidade das próprias forças, lesando o corpo espiritual, o que nos constrange a renascer no berço físico, exibindo defeitos e moléstias congênitas, em aflitivos quadros expiatórios.

11 - Quais são os casos mais comuns de doenças compulsórias, impostas pela Lei Divina?

Emmanuel: - Encontramos numerosos casos de doenças compulsórias, impostas pela Lei Divina, na maioria das criaturas que trazem as provações da idiotia ou da loucura, da cegueira ou da paralisia irreversíveis, ou ainda, nas crianças-problemas, cujos corpos, irremediavelmente frustrados, durante todo o curso da reencarnação, mostram-se na condição de celas regenerativas, para a internação compulsória daqueles que fizeram jus a semelhantes recursos drásticos da Lei. Justo acrescentar que todos esses companheiros, em transitórias, mas duras dificuldades, renascem na companhia daqueles mesmos amigos e familiares de outro tempo que, um dia, se cumpliciaram com eles na prática das ações reprováveis em que delinqüiram.

12 - A mente invigilante pode instalar doenças no organismo? E o que pode provocar doenças de causas espirituais na vida diária?

Emmanuel: - A mente é mais poderosa para instalar doenças e desarmonias do que todas as bactérias e vírus conhecidos. Necessário, pois, considerar igualmente, que desequilíbrios e moléstias surgem também da imprudência e do desmazelo, da revolta e da preguiça. Pessoas que se embriagam a ponto de arruinar a saúde; que esquecem a higiene até se tornarem presas de parasitas destruidores; que se encolerizam pelas menores razões, destrambelhando os próprios nervos; os que passam, todas as horas em redes e leitos, poltronas e janelas, sem coragem de vencer a ociosidade e o desânimo pela movimentação do trabalho, prejudicando a função dos órgãos do corpo físico, em razão da própria imobilidade, são criaturas que geram doenças para si mesmas, nas atitudes de hoje mesmo, sem qualquer ligação com causas anteriores de existências passadas.

13 - Qual a advertência de Jesus para que nos previnamos dos males do corpo e da alma?

Emmanuel: - Assinalando as causas distantes e próximas das doenças de agora, destacamos o motivo por que os ensinamentos da Doutrina Espírita nos fazem considerar, com mais senso de gravidade, a advertência do Mestre: “Orai e vigiai, para não cairdes em tentação”.

Fonte: Estudo Espírita
Retirado do blog: Elevação Espiritual

domingo, 29 de maio de 2011

O auxílio dos espíritos na vida material



É frequente, nos centros espíritas, o aparecimento de pessoas que vão solicitar o auxílio das entidades espirituais para vencer dificuldades ou alcançar vantagens de ordem material, conseguindo empregos, ou realizando negócios.

Certos presidentes de sessões e muitos espíritos, com rigorismo impiedoso, respondem que o espiritismo não tem por fim arranjar ou concertar a vida e, seguidamente, nos trabalhos os guias assinalam, aborrecendo-se, que os pensamentos dos ambiciosos, ou dos premidos por necessidades materiais, perturbam, e até viciam o ambiente.

Mas, em geral, os guias, mesmo quando não o confessam, ajudam, materialmente, a quem lhes pede socorro dessa natureza, em horas de amargura.

Eu, na minha insignificância, pessoalmente considero legítimos tais apelos. Somo criaturas materiais, devemos fazer a nossa evolução espiritual através de óbices materiais, num mundo material, e os espíritos incumbidos de nossa proteção, realmente pouco a exerceriam se não nos ajudassem a remover e dominar esses empecilhos de ordem material.

Perguntou o Sr. Allan Kardec ao seu guia se não o auxiliava na vida material. Contestou-lhe o iluminado que, não ajudá-lo, seria não amá-lo, acrescentando que o fazia sem que ele o percebesse, para não lhe tirar o merecimento da vitória na luta contra a adversidade.

Se assim era com o Sr. Allan Kardec, assim deve ser com as outras criaturas, e como estas não possuem, geralmente, o adiantamento do codificador do espiritismo, são mais diretos e veementes os seus apelos e menos discretos os favores com que as auxiliam os espíritos.

O fato positivo é que os espíritos ajudam, quando podem, os homens a vencer as cruezas da vida e quando estas representam a fatalidade inevitável de um destino, isto é, são uma prova, buscam suavizá-la, carinhosamente, amparando, com o escudo da fé, a quem a sofre.

Fonte: Livro: O Espiritismo, A Magia e as Sete Linhas de Umbanda

sábado, 28 de maio de 2011

Os que desencarnam na Umbanda


Quando desencarna uma pessoa filiada à Linha Branca de Umbanda, as atenções dispensadas ao seu organismo físico passam a ser consagradas ao seu espírito.

Logo que se verifica a fatalidade irremediável do próximo trespasse, os protetores, os companheiros de trabalho e as famílias, com habilidade, começam a preparar o enfermo para a mudança de plano, para que a morte do seu corpo ocorra sem abalo para o seu espírito.

Nas horas da agonia, os seus amigos da Terra, com a concentração e as preces, e os do espaço, por outros meios, procuram suavizar-lhe o sofrimento, depois, quando o espírito se desprende, as entidades espirituais que assistiam ao doente agem no sentido de que esse desprendimento seja completo, para que a alma liberta não se ressinta da decomposição da matéria em que viveu. Acolhem-no depois, carinhosamente, no espaço, empenhando-se para atenuar-lhe a perturbação e encaminhando-o, aos destinos que lhe estavam traçados.

Certas pessoas cometeram faltas que os seus serviços ao próximo, por intermédio da Linha Branca de Umbanda, não compensaram suficientemente. Devem, por isso, sofrer no espaço. Nessa hipótese, os protetores da Tenda, a que eles pertenceram na Terra, conseguem, para resgate dessas culpas, que tais espíritos, ao invés de padecerem errando no plano espiritual mais próximo do da Terra, purifiquem-se em missões ásperas, obscuramente laborando, sob as ordens de outros.

Casos há em que tais protetores trazem as sessões para que esclareçam e orientem os seus herdeiros sobre os seus negócios, ou legados, espíritos de pessoas que não os explicaram, ou deixaram obscuro, ou embrulhado, quando desencarnaram.

Os grandes trabalhadores humanos da Linha, quando desencarnam, ainda que tenham de afastar-se de nossa atmosfera, voltam, uma ou mais vezes, em manifestações carinhosas, às Tendas de seus companheiros.

Fonte: Livro: O Espiritismo, A Magia e as Sete Linhas de Umbanda

O Kardecismo e a Umbanda



A Linha Branca de Umbanda está perfeitamente enquadrada na doutrina de Allan Kardec e nos livros do grande codificador, nada se encontra susceptível de condená-la.

Cotejemos com os seus escritos os princípios da Linha Branca de Umbanda, por nós expostos no “Diário de Notícias”, edição de 27 de novembro de 1932.

A organização da linha no espaço corresponde à determinada zona da Terra, atendendo-se, ao constituí-la, as variações de cultura e moral intelectual, com aproveitamento das entidades espirituais mais afins com as populações dessas paragens.

Allan Kardec, a página 219 do “Livro dos Espíritos” escreve:

“519. As aglomerações de indivíduos, como as sociedades, as cidades, as nações, tem espíritos protetores especiais”.

“Tem, pela razão de que esses agregados são individualmente coletivas que, caminhando para um objetivo comum, precisam de uma direção superior.”

“520. Os espíritos protetores das coletividades são de natureza mais elevada do que os que se ligam aos indivíduos?”

“Tudo é relativo ao grau de adiantamento, que se trate de coletividades, que de indivíduos”.

E quanto as afinidades na mesma página:

“Os espíritos preferem estar no meio dos que se lhes assemelham, acham-se aí mais à vontade e mais certos de serem ouvidos. Por virtude de suas tendências, é que o homem atrai os espíritos, e isso quer esteja só, quer faça parte da sociedade, uma cidade, ou um povo. Portanto, as sociedades, as cidades e os povos são, de acordo com as paixões e o caráter neles predominantes, assistidos por espíritos mais ou menos elevados”.

Os protetores da Linha Branca de umbanda se apresentam com o nome de caboclos e pretos, porém, frequentemente, não foram nem caboclos nem pretos.

Allan Kardec, a página 215 do “Livro dos Espíritos”, ensina: “Fazei questão de nomes: eles (os protetores) tomam um, que vos inspire confiança”.

Mas como poderemos, sem o perigo de sermos mistificadores, confiar em entidades que se apresentam com os nomes supostos? Allan Kardec, a página 449 do “Livro dos Espíritos”, esclarece:

“Julgai, pois, dos espíritos, pela natureza de seus ensinos. Não olvideis que entre eles há os que ainda não se despojaram das idéias que levaram da vida terrena. Sabei distingui-los pela linguagem de que usam. Julgai-os pelo conjunto do que vos dizem; vede se há encadeamento lógico em suas idéias; se nestas nada revela ignorância, orgulho ou malevolência; em suma, se suas palavras trazem todo o cunho de sabedoria que a verdadeira superioridade manifesta. Se o vosso mundo fosse inacessível ao erro, seria perfeito, e longe disso se acha ele”.

Ora, esses espíritos de caboclos ou pretos, e os que como tais se apresentam, pela tradição de nossa raça, e pelas afinidades de nosso povo, são humildes e bons, e pregam, invariavelmente, sem solução de continuidade, a doutrina resumida nos dez mandamentos e ampliada por Jesus.

Entre os protetores da Linha Branca, alguns não são espíritos superiores, e os há também atrasados, porém, bons, quando o grau de cultura dos protegidos não exige a assistência de entidades de grande elevação, conforme o conceito de Allan Kardec, a página 216 do “Livro dos Espíritos”:

“Todo homem tem um espírito que por ele vela, mas as missões são relativas ao fim que visam, não dais a uma criança, que está aprendendo a ler, um professor de filosofia”, e em trecho já transcrito explica: “que tudo é relativo ao grau de adiantamento, quer se trate de coletividades, quer de indivíduos”.

Esses trabalhadores, porém, na Linha Branca, estão sob a direção de guias de maior elevação, de acordo com o dizer de Allan Kardec a pagina 318 do “Livro dos Espíritos”, sobre os espíritos familiares, que “são bons, porém, muitas vezes pouco adiantados e até levianos. Ocupam-se de boa mente com as particularidades da vida íntima e só atuam com ordem ou permissão dos espíritos protetores”.

O objetivo da Linha Branca é a prática da caridade e Allan Kardec, no “Evangelho Segundo o Espiritismo”, proclama repetidamente que “fora da caridade não há salvação”.

A Linha Branca, pela ação dos espíritos que a constituem, prepara um ambiente favorável a operosidade de seus adeptos. Será isso contrário aos preceitos de Allan Kardec? Não, pois vemos, nos períodos acima transcritos que os espíritos familiares, com ordem ou permissão dos espíritos protetores, tratam até de particularidades da vida íntima. No mesmo livro, a página 221-22, lê-se:

“525. Exercem os espíritos alguma influencia nos acontecimentos da vida?”

“Certamente, pois que te aconselham.”

“-Exercem essa influência, por outra forma que não apenas pelos pensamentos que sugerem, isto é, tem ação direta sobre o cumprimento da coisa?”

“Sim, mas nunca atuam fora das leis da natureza”.

Na página 214 do “Livro dos Espíritos” consta:

“A ação dos espíritos que vos querem bem é sempre regulada de maneira que não vos tolha o livre arbítrio” e a página 222 o mestre elucida:”

“Imaginamos erradamente que aos espíritos só caiba manifestar sua ação por fenômenos extraordinários. Quiséramos que nos viessem auxiliar por meio de milagres e os figuramos sempre armados de uma varinha mágica. Por não ser assim, é que oculta nos parece a intervenção que tem nas coisas deste mundo, e muito natural o que se executa com o concurso deles”.

“Assim é que, provocando, por exemplo, o encontro de duas pessoas que suporão encontrar-se por acaso; inspirando a alguém a idéia de passar por determinado lugar; chamando-lhe a atenção para certo ponto, se disso resultar o que tenham em vista, eles obram de tal maneira que o homem, crente de que obedece a um impulso próprio, conserva sempre o seu livre arbítrio”.

Assim, os caboclos e pretos da Linha Branca de Umbanda, quando intervém nos atos da vida material, em beneficio desta ou daquela pessoa, agem conforme os princípios de Allan Kardec.

Na Linha Branca, o castigo dos médiuns e adeptos que erram conscientemente, é o abandono em que os deixam os protetores, expondo-os ao domínio de espíritos maus.

A página 213 do “Livro dos Espíritos” Allan Kardec leciona: "496. O espírito, que abandona o seu protegido, que deixa de lhe fazer bem, pode fazer-lhe mal?”

“Os bons espíritos nunca fazem mal. Deixam que o façam aqueles que lhe tomam o lugar. Costumais então lançar a contar da sorte as desgraças que vos acabrunham, quando só as sofreis por culpa vossa”.

E adiante, na mesma página:

“498. Será por não poder lutar contra espíritos malévolos que um espírito protetor deixa que seu protegido se transvie na vida?”

“Não é porque não possa, mas porque não quer”.

A divergência única entre Allan Kardec e a Linha Branca de Umbanda é mais aparente do que real. Allan Kardec não acreditava na magia, e a Linha Branca acredita que a desfaz. Mas a magia tem dois processos: o que se baseia na ação fluídica dos espíritos, e esta não é contestada, mas até demonstrada por Allan Kardec. O outro se fundamenta na volatilização da propriedade de certos corpos, e o glorioso mestre, ao que parece, não teve oportunidade, ou tempo, de estudar esse assunto.

Nas últimas páginas 356-357 de suas “Obras Póstumas’, os que as coligiram observam, sob a assinatura de P. G. Laymarie:

“no congresso espírita e espiritualista de 1890, declararam os delegados que, de 1869 para cá, estudos seguidos tinham revelado coisas novas e que, segundo o ensino tração por Allan Kardec, alguns dos princípios do Espiritismo, sobre os quais o mestre tinha baseado o seu ensino, deviam ser postos em relação com o progresso da ciência em geral realizados nos 20 anos”.

Depois dessa observação transcorreram 42 anos e muitas das conclusões do mestre tem de ser retificadas, mas a sua insignificante discordância com a Linha Branda de Umbanda desaparece, apagada por estas palavras transcritas do “Livro dos Espíritos”, páginas 449-450:

“Que importam algumas dissidências, divergências mais de forma do que de fundo? Notai que os princípios fundamentais são os mesmos por toda a parte e vos hão de unir num pensamento comum: o amor de Deus e a prática do bem”

E o amor de Deus e a prática do bem são a divisa da Linha Branca de Umbanda.

Fonte: Livro: O Espiritismo, A Magia e as Sete Linhas de Umbanda

terça-feira, 24 de maio de 2011

Mitos e realidades sobre a obsessão e o médium



· Mito:
Minha banda cuida de mim.

Realidade:
É claro que a “sua banda” cuida de você.
Mas e você, “cuida” de suas palavras?
Você cuida da sua vida?
Você cuida para que seja um bom instrumento de atuação do Astral Superior?
Senhor(a) Médium, a vaidade é porta escancarada para a entrada de espíritos trevosos que visam nos desviar do caminho. Toda atenção é pouca.

· Mito:
Eu faço caridade, participo das sessões, portanto estou livre disso.

Realidade:
Participar das sessões, dar passagem para as entidades, guias e protetores nunca foi “fazer caridade”, mas sim oportunidade de aprendizado e crescimento, pois que o maior beneficiado é o próprio médium.

· Mito:
Se eu estou sofrendo ataque de obsessor é por culpa do terreiro, as defesas da Casa estão fracas.

Realidade:
Isso é atestar que as suas próprias entidades são incompetentes, pois elas fazem parte da egrégora protetora da Casa em que atua como médium. Nós médiuns é que ficamos fracos devido aos nossos atos.

Os protetores e guias estão constantemente nos guardando e protegendo, mas a intensidade dessa energia protetora está diretamente ligada a nossa capacidade de nos mantermos vibracionalmente compatíveis à sua atuação.

· Mito:
O meu terreiro é forte, resolve qualquer parada.

Realidade:
Não é função de terreiro nenhum “resolver qualquer parada”.
A força de um terreiro reside principalmente na qualidade dos médiuns que pertencem ao corpo mediúnico.
Isso explica o fato de muitos médiuns quererem fazer parte de um determinado terreiro, entrarem, mas não conseguirem continuar nele.

“Muitos são os chamados, mas poucos são os escolhidos.”

Terreiro bom não é terreiro cheio de médiuns. Terreiro bom é terreiro que tenha bons médiuns, ou seja, médiuns compromissados verdadeiramente com o bem, com a caridade e que buscam constantemente ser um bom canal de comunicação com a espiritualidade superior.

Faça sua parte! Cuide de seus pensamentos e atos.

Fonte: livro: Umbanda, Mitos e Realidade
Com modificações no texto

domingo, 22 de maio de 2011

Compreendendo o ato sexual e a homossexualidade


Têm sexos os Espíritos?

“Não como o entendeis, pois que os sexos dependem do organismo. Há entre eles amor e simpatia  baseados na concordância dos sentimentos.”

O Espírito que animou o corpo de um homem, em nova existência, pode animar o de uma mulher, e vice-versa?

“Decerto; são os mesmos os Espíritos que animam os homens e as mulheres.”

Quando errante, que prefere o Espírito; encarnar no corpo de um homem, ou no de uma mulher?

“Isso pouco lhe importa. O que o guia na escolha são as provas por que haja de passar.”

Os Espíritos encarnam como homens ou como mulheres, porque não têm sexo. Visto que lhes cumpre progredir em tudo, cada sexo, como cada posição social lhes proporciona provações e deveres especiais e, com isso, ensejo de ganharem experiência. Aquele que só como homem encarnasse só saberia o que sabem os homens. 
Trechos retirados do Livro dos Espíritos


"As almas ou Espíritos não tem sexo.  As afeições que os unem nada tem de carnal e,  por isso mesmo,  são mais duráveis, porque fundadas numa simpatia real e não são subordinadas as vicissitudes da matéria".


"Os  sexos só existem no organismo.  São necessários a reprodução  dos seres  materiais.  Mas  os Espíritos,  sendo criação de Deus,  não  se reproduzem uns pelos outros, razão pelo que os sexos seriam inúteis no mundo espiritual".

 Trechos retirados da Revista Espírita - 1866

Observação: Como acabamos de ver que não existe espírito feminino ou masculino, assim não sendo possível, como  por exemplo, um espírito feminino encarnar em um corpo masculino, pois espírito não tem sexo. A sexualidade é carnal e não espiritual, então sexo é da carne e não do espírito.

O que é homossexualidade?

Homossexualidade (do grego antigo homos= igual + latim sexus = sexo) refere-se ao atributo, característica ou qualidade de um ser, humano ou não, que sente atração física, estética e/ou emocional por outro ser do mesmo sexo.

O que é heterossexualidade?

Heterossexualidade refere-se à atração sexual e/ou romântica entre indivíduos de sexos opostos.

O que é bissexualidade?

A bissexualidade consiste na atração física e emocional por pessoas tanto do mesmo sexo quanto do oposto.

O que é relação sexual ou ato sexual? 

O ato sexual ou relação sexual é a denominação geral dada à fase em que dois animais com reprodução sexuada, mais especificamente o ser humano, realizam a ação física de junção dos seus órgãos sexuais, originalmente para a transmissão do gameta masculino ao feminino.

Por que uma pessoa é homossexual, ou heterossexual ou bissexual?

Uma pessoa tem sua sexualidade por escolha, temos o livre arbítrio.

O que leva uma pessoa a ser homossexual?

A origem do desejo homossexual está no espírito, na mente, no pensamento e não no corpo.

Mas uma pessoa que tem alto índice de hormônio contrário a seu corpo, como por exemplo, uma mulher ter alto índice de testosterona, isso pode ser causa orgânica da homossexualidade e levar uma pessoa a ser homossexual?

Não, como já foi dito, a origem da homossexualidade está no espírito e não no corpo, ela não tem causa genética e/ou orgânica.

Heterossexualidade e homossexualidade é normal e aceitável?

Apesar do preconceito ainda existente, sim, como a tendência sexual sendo de origem espiritual um espírito pode ter desejos heterossexuais e homossexuais, assim também tendo desejos bissexuais.

Tendo o livre arbítrio escolhemos os nossos pensamentos e desejos, assim, a partir deles definimos nossos desejos sexuais, sendo homossexual, heterossexual ou bissexual, então devemos respeitar as escolhas de nossos irmãos, pois cada um tem seu desejo e escolha.

Por que a cada vez mais pessoas estão se assumem homossexuais?

Apesar das pessoas não terem muita compreensão em relação ao assunto, hoje em dia há mais tolerância e aceitação e as pessoas estão assumindo seus desejos sexuais. Antigamente, existia sim homossexuais mas como o comportamento não era aceito eles não se assumiam.

Enfim, homossexualidade é pecado? E heterossexualidade? Sexo por prazer é pecado?


O sexo não serve apenas para a reprodução do corpo.  A reprodução é uma função do sexo. O sexo é manifestação de  sentimento, forma  de  prazer, fonte de saúde, bem-estar e é uma das formas mais intensas de relação entre pessoas.

Para entender melhor dou um exemplo:

Mas se alguém perguntar qual a função dos olhos?

A resposta  óbvia: É a visão,  mas através da visão  vários  sentimentos podem  ser  expressos.   Uma  bela  obra  de  arte  é  uma  forma  de proporcionar  prazer.  E  uma visão deprimente,  como por  exemplo,  um "irmão"  com um olhar de raiva e ódio, proporciona sentimentos negativos.

As informações  para saber se a decisão é certa ou errada estão a  nossa volta.  E  é claro  que cada um de nos absorve  e  interpreta  essas informações  de  formas diferentes.

Nenhum espírita pode dizer que o Espiritismo é contra o homossexualismo,  pois estará mentindo.  Não conheço nenhum espírito de luz que disse isso (se você conheça me envie nos comentários).

Também não existem  "explicações"  sobre  o   comportamento homossexual,  nem  nada dizendo que isso é um "desafio" ou "provação" que  o  espírito  escolheria antes de  encarnar. 

Eu  já  ouvi  alguns comentários,  que  discordo:

"O homossexual masculino foi mulher na encarnação anterior e não esqueceu, tem lembranças muito fortes, ou preferia ter nascido mulher e foi obrigada a nascer homem...".

Uma explicação melhor seria o livre arbítrio, onde a pessoa pode escolher o que faz da vida, e, naturalmente, se responsabilizando pelas consequências. E também não concorda com o Livro dos Espíritos de Allan Kardec, que diz que o espírito não tem preferência em encarnar em um corpo de um homem ou de uma mulher, que o guia na escolha são as provas por que haja de passar.

Outro comentário:

"A energia sexual não precisa necessariamente ser utilizada em atos sexuais. Ela é energia criadora e pode ser usada para estudo, para o trabalho e para as obras de caridade no bem."

A energia sexual, como o próprio nome diz é criada para o sexo, o desejo cria a energia para determinada situação, se quer estudar, trabalhar ou fazer caridade, crie a energia adequada a isso.

Outro comentário:

"Uma das causas do homossexualismo é a educação, podendo despertar na criança esse desejo sexual. Isso acontece muito em famílias com pais homossexuais.”

Isso dependerá da criança, não podemos dizer que toda criança com pais homossexuais vão ser homossexuais, dependerá do espírito, cada um com sua vontade e desejo.

Outro comentário:

"Um espírito na condição de homossexual enfrenta momento de provação. "

Mas qual seria essa provação? O equilíbrio sexual? O preconceito?

O preconceito contra homossexuais ainda existe, pois para muitos o homossexualismo não é normal, e como o próprio nome diz, “pré-conceito”, ter um conceito antes de conhecer, e muitos homossexuais tem preconceito contra si mesmo, não se aceitam, também não acham normal, pois não sabem por que são homossexuais.

Todos nós já sofremos durante a vida algum tipo de preconceito, e como o homossexual sofre também, essa provação (o preconceito) todos nós temos que ser vitoriosos, não sendo uma provação específica somente aos homossexuais.

Agora sobre o equilíbrio sexual, todos nós temos que ter, e não é por ser homossexual que terá uma vida sexual desequilibrada. Tanto os homossexuais, bissexuais e heterossexuais podem ser desrespeitosos com os sentimentos alheios, praticar abusos sexuais, isso trará consequências espirituais, agora as orgias e a prostituição, além de trazer consequências na carne, as doenças, por falta de cuidado, também poderá acarretar em consequências espirituais.

A homossexualidade não induz a vida sexual desequilibrada, isso dependerá do indivíduo, do espírito.
Ensinam-nos os espíritos que a energia sexual é criação divina e que o sexo em bases de amor e carinho, respeito e atenção pelo sentimento alheio, é força maravilhosa.

Como por exemplo, São Sebastião, foi homossexual e se tornou santo, não por ser homossexual, ele foi um dos soldados romanos mártires e santos e sua única intenção era de afirmar o coração dos cristãos, enfraquecido diante das torturas da época. Isso nos mostra que o importante é amar o próximo como a si mesmo, ser um instrumento de paz, levando o amor, o perdão, a união, a alegria, a luz à todos, pois somos irmãos e como irmãos devemos respeitar uns aos outros.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A Fé e a Prece


Há duas forças poderosas com as quais fàcilmente movimentamos as reservas fluídicas que o Senhor pôs à nossa disposição. Estas duas forças, tanto mais potentes quanto mais manejadas, são a fé e a prece.

A fé deve ser uma fé racional, isto é, devemos saber por que é que temos fé. A fé racional se adquire pelo estudo das leis divinas, consubstanciadas no Evangelho e nos ensinamentos do Espiritismo.

Ter fé é ter confiança em Deus; é saber que velando por nós, amparando-nos e protegendo-nos está a Providência Divina.

Ter fé é entregar o nosso destino ao Pai que está nos céus, certos de que tudo que ele nos der, dores e alegrias, pobreza e riqueza, saúde e doença, tudo é para nosso bem; porque tudo servirá para o aperfeiçoamento de nossa alma.

Ter fé em Deus é ser resignado na adversidade e humilde na prosperidade.

Ter fé é ter a certeza absoluta de que nada de mal sucederá, se Deus não o permitir; e se ele permitir que nos sobrevenha algum mal é porque o merecemos; se não o merecêssemos o mal não nos atingiria.

A fé é uma força de atração: atrai sobre nós o socorro divino e ajuda-nos a socorrer aqueles que solicitarem o nosso auxílio.

A prece é um ato de fé.

Pela prece adoramos a Deus, agradecemos-lhe os favores que nos faz continuamente e pedimos-lhe o de que necessitamos. A prece nos liga a Deus.

Quando oramos, nosso pensamento, como um raio luminoso, projeta-se pelo infinito e vai tocar as regiões de luz de onde nos chegam as bênçãos do Senhor.

A prece desenvolve, aumenta e fortifica a nossa fé.

A fé depende da prece e a prece depende da fé; é impossível separar uma da outra.

A verdadeira prece se caracteriza pelos seguintes pontos: deve ser feita com carinho e amor; deve ser um impulso espontâneo de nosso coração. Orar apenas com os lábios nada significa; devemos sentir a nossa prece; é preciso que vivamos de acordo com ela; orar de um modo e viver de outro é próprio dos hipócritas.

Se pedirmos ao Senhor que perdoe os nossos erros, devemos nós também perdoar os erros dos outros.

Se pedirmos ao Senhor que nos livre do mal, é nosso dever não praticar o mal.

Se orarmos ao Senhor que não nos deixe cair em tentação, precisamos resistir a todas as tentações, quando elas se apresentarem em nossa vida.

Se rogarmos ao Senhor que nos dê o pão nosso de cada dia, providenciemos para que não falte o pão a nossos irmãos menos favorecidos, uma vez que isso esteja ao nosso alcance; porque a lei é esta:

- Aquilo que quiserdes para vós, isso mesmo fazei-o aos outros.

Façamos nossa prece diária; depois vivamos o resto do dia de modo tal que nossos atos, palavras e pensamentos sejam uma glorificação ao Senhor.

Para que a prece não se torne monótona e quase que automática pelo hábito, procuremos um motivo para orar; é preciso  que a prece tenha um objetivo. É facílimo encontrar motivos para nossas orações diárias; basta repararmos ao nosso derredor e em nós mesmos; por exemplo: sabemos que há discórdia em uma família? Oremos para que a concórdia volte a reinar em seu seio; há doenças em um lar? Oremos para que lhe volte a saúde; há alguém em dificuldades? Oremos para que as possa vencer; um irmão desencarnou? Oremos para que o Senhor lhe conceda a compreensão de seu novo estado; descobrimos em nós um defeito? Peçamos ao Senhor que nos ajude a corrigi-lo; temos vícios? Roguemos ao Senhor que nos conceda as forças e a boa vontade para ficarmos livres deles. Assim, todos os dias podemos arranjar nobres motivos para dirigirmos ao Senhor nossas preces.

E quando tivermos desenvolvido dentro de nós a fé viva e racional e aprendido a orar com o coração, seremos felizes e nos transportaremos aos planos superiores da espiritualidade.

Fonte: Livro: A Mediunidade sem Lágrimas- Eliseu Rigonatti

Não espere tudo dos outros


Para recorrermos ao Senhor não precisamos de intermediários. Os bens de Deus são para todos os seus filhos e cada um de nós pode pedir a ele o de que necessita, sem que haja a interferência de terceiros. Tenhamos iniciativa. O Senhor espera que nós nos movimentemos em direção ao Bem para enviar-nos o seu auxilio. Para fluirmos a água, para ministrarmos um passe, por que valermo-nos de estranhos, quando nós mesmos somos suficientes para fazê-lo? Dirijamos nossas preces, nossas súplicas, a Deus; ele é o Senhor e determinará qual o mensageiro que virá ajudar-nos e por qual meio seremos atendidos.

Sabemos que a água é um ótimo veículo para os remédios espirituais porque pode ser facilmente magnetizada e impregnada de fluidos curativos. Para a cura de enfermidades e conservação da saúde nossa e de nossos entes queridos, nada mais simples e natural do que empregarmos o método da cura pelo copo d'água; consiste no seguinte: todas as noites, antes de deitar, coloquemos à cabeceira um copo d'água e roguemos ao Senhor que permita sejam ali depositados os fluidos úteis à reparação de nosso corpo. De manhã, após nossas orações, bebamos a água cheios de fé. Preparemos a água para nós e para nossos filhos e, depois das preces em conjunto, daremos a água a todos, confiantes na Providência Divina.

Utilizemos também os passes. Todos possuímos a força magnética que pode ser grandemente aumentada pela fé e pela prece.

Como é belo e nobre o ato de um pai, de uma mãe que coloca as mãos na cabecinha de seu filho e roga ao Senhor por ele! Como é santificante o ato do esposo e da esposa que usam os recursos divinos em benefício da família inteira! A esse respeito, leiamos uma página escrita por Leon Denis, em seu livro, "No Invisível":

 "A vontade de aliviar comunica ao fluido magnético, propriedades curativas. O remédio para nossos males está em nós. Uma pessoa bondosa e sadia pode atuar sobre os seres débeis e enfermiços e regenerá-los pela imposição das mãos. A fé vivaz, a vontade e a prece amparam o operador e o doente; quando ambos se acham unidos  pelo pensamento e pelo coração a ação curativa é mais intensa.

Livre de todo o móvel interesseiro, praticado com um fim de caridade, o magnetismo vem a ser a medicina dos humildes e dos crentes, do pai de família, da mãe para com os filhos e de quantos sabem verdadeiramente amar. Sua aplicação está ao alcance dos mais simples. Não exige senão a confiança em si, a fé no poder de Deus, que por toda a parte faz irradiar a força e a vida. Como o Cristo e seus apóstolos, como os santos e os profetas, todos nós podemos impor as mãos e curar, se temos amor aos nossos semelhantes e o ardente desejo de auxiliá-los.

Quando se considera todo o poder do magnetismo curativo e os serviços que já tem prestado à humanidade, sente-se que nunca é demasiado protestar contra as tendências dos poderes públicos, em certos países, no sentido de lhe embaraçar o livre exercício. Assim procedendo, violam-se os mais respeitáveis princípios, calçam-se aos pés os sagrados direitos do sofrimento.

O magnetismo é um dom de Deus. Regular-lhe o uso, evitar o abuso é justo. Impedir, porém, sua aplicação é usurpar a ação divina. É atentar contra a liberdade e contra o progresso da ciência. É fazer obra de obscurantismo.

Fonte: Livro: A Mediunidade sem Lágrimas- Eliseu Rigonatti

Higiene física e mental



Não julguemos que a mediunidade nos torna diferentes das outras pessoas ou que, porque somos médiuns, devamos viver uma vida especial e privarmo-nos das coisas boas que a existência nos oferece. A par do exercício de nosso medianato, temos também nossas obrigações para com a sociedade, para com nossa família e para conosco.

Precisamos, por conseguinte, satisfazer aos compromissos que a nossa situação de encarnados nos impõe. A nossa perfeição espiritual resultará do bom desempenho de nossas tarefas materiais e espirituais. Para o completo êxito de nossos trabalhos mediúnicos é mister que mantenhamos uma higiene física e mental. Um médium deverá ser saudável de corpo e de espírito; portanto, é necessário tratar dos dois: do corpo, porque é um instrumento de trabalho e somente um mal operário não cuida de suas ferramentas; e do espírito, porque é a nossa parte divina e imortal.

Cultivemos bons pensamentos. Os bons pensamentos trazem as boas palavras e presidem aos bons atos.

Sejamos amigos do estudo e da boa leitura, da leitura sadia e construtora dos elevados caracteres. Felizmente a literatura espírita já nos oferece ótimos livros cujos ensinamentos desenvolvem nossas virtudes e aumentam nossa cultura.

Adquiramos o hábito salutar de lermos diariamente um pequenino trecho do Evangelho. As lições do Evangelho nos ensinam a construir nossa felicidade aqui e no mundo espiritual para onde iremos mais tarde.

Sejamos moderados. A moderação em todas as coisas conserva-nos a saúde e nos proporciona a higiene física.

Cultivemos a oração. A oração diária, feita em recolhimento, é um poderoso fortificante espiritual e um benéfico exercício de higiene mental.

Fonte: Livro: A Mediunidade sem Lágrimas- Eliseu Rigonatti

Dei de graça o que de graça recebeste


Antes de aprendermos a usar nossa mediunidade e de merecermos o título de médiuns, meditemos sobre o seguinte: Não julguemos que a mediunidade nos foi concedida para simples passatempo ou para satisfação de nossos caprichos. Em circunstância alguma, façamos dela o nosso ganha-pão.

Infeliz do médium que utiliza sua mediunidade visando aos seus interesses terrenos! Mal-aventurado quem procura trocar por dinheiro os dons de Deus!

A mediunidade é coisa santa e com ela devemos suavizar os sofrimentos alheios. É a maneira mais simples de praticarmos a verdadeira caridade: a caridade espiritual.

Cooperando com os espíritos curadores, concorremos para o alívio daqueles que sofrem. E como instrumentos dos espíritos educadores, contribuímos para o adiantamento moral de nossos irmãos.

Ao desenvolvermos nossa mediunidade lembremo-nos de que ela nos é dada como um arrimo para mais facilmente conseguirmos a Perfeição e para mais suavemente liquidarmos os pesados débitos que contraímos em existências passadas e para servirmos de guias a irmãos mais atrasados.

Vamos dar de graça o que Deus nos conceder, conforme nos ensinou Jesus. Nunca troquemos por algumas moedas o que a bondade de nosso Pai que está nos céus quer distribuir às seus filhos necessitados. Onde há interesse, por pequenino que seja, não há caridade.

Fonte: Livro: A Mediunidade sem Lágrimas- Eliseu Rigonatti

Como todos são médiuns... Sejamos bons trabalhadores!



A todos nós, se tivermos realmente a vontade de ser úteis, a Terra oferece um imenso campo de trabalhos, de realizações e de progresso. Todos têm possibilidades de realizar alguma coisa: a cada um foi confiada uma tarefa.

Sejamos bons trabalhadores.

A mediunidade é rica de méritos para o futuro, com a condição de ser bem empregada. Se nós nos servimos dela consoante a vontade do Senhor, fácil será aos espíritos fazerem com que a humanidade se esclareça, em menor espaço de tempo. Lembremo-nos sempre de que em qualquer parte que a bondade de Deus nos colocar, por mais humilde que seja o ambiente onde exercemos nossa ação, reais serviços poderemos prestar.

Nunca forcemos ninguém a aceitar nossas idéias; ensinemos primeiro aos que se achegarem a nós desejosos de aprender.

Revelemos a todos as sublimes verdades do Espiritismo: a Imortalidade da alma, a Reencarnação, a Fraternidade, a paternidade comum que temos em Deus, nosso Pai.

Seja o nosso modo de viver uma luz a iluminar os nossos irmãos mais atrasados. Seja a nossa vida um exemplo prático e palpável do Evangelho de Jesus.

Procuremos esforçadamente socorrer os que implorarem a misericórdia do Senhor. Nunca deixemos de dar de graça o que de graça recebemos.

Desempenhemos devotadamente nossos deveres humanos: sejamos bons patrões, bons chefes, bons empregados, bons amigos, bons irmãos, bons filhos, bons esposos e bons pais. Seja a nossa família um modelo de virtudes.

Sejam nossas relações sociais impregnadas da mais alta moralidade.

Cuidemos de nossa mediunidade com amor e carinho. Ela nos dará a felicidade futura.

Evangelizemo-nos a nós próprios. Nós também somos espíritos em doutrinação aqui na terra.

Não ambicionemos excessivamente as coisas da Terra e não as desprezemos levianamente. Saibamos dar a cada coisa o seu justo valor. Confiemos no Senhor. Ele nos dará o necessário. Digno é o trabalhador de seu salário.

A mediunidade não nos dará as honras da Terra e exigirá de nós a máxima abnegação, o máximo devotamento.

Sejamos firmes no cumprimento de nossos deveres na seara do Mestre. A nossa recompensa não está neste mundo.

Não há sopro que apague uma luz que o Senhor acende no mundo. Por isso, não tenhamos medo dos incrédulos, nem dos que estão contra nós: não percamos tempo com eles; um dia, a morte os colherá e, então, verão com os próprios olhos aquilo que negavam.

Confessemos firmes e abertamente nossa crença; não a reneguemos; sejamos fiéis até o fim.

O Mestre declarou que não veio trazer paz à Terra, porque a maioria das criaturas não o compreenderia.

Assim é o Espiritismo: chamando a atenção da humanidade para os ensinamentos de Jesus, combatendo os preconceitos de raças, de religiões e de classes sociais; desmascarando a hipocrisia e verberando os vícios; chamando cada um ao cumprimento de seus deveres e à responsabilidade de seus mínimos atos, é natural e lógico que tenha granjeado inúmeros inimigos e detratores. O Espiritismo trará a paz e a união ao mundo, mas, por enquanto, será motivo de escândalo.

Lembremo-nos de que por pequenina que seja nossa mediunidade, se com ela conseguirmos enxugar uma única lágrima, não perderemos nossa recompensa e seremos contatados no número dos bons trabalhadores.

Fonte: Livro: A Mediunidade sem Lágrimas- Eliseu Rigonatti

Qualidades de um bom médium




Rigorosamente falando, os bons médiuns são raros.




A maioria, geralmente, apresenta um ou outro defeito que lhes diminui a qualidade de bons. O defeito, por pequeno que seja, é sempre de origem moral. Entretanto, o médium que reunir as cinco virtudes seguintes pode ser qualificado de bom: SERIEDADE, MODÉSTIA, DEVOTAMENTO, ABNEGAÇÃO e DESINTERÊSSE.

A seriedade é a virtude que um médium possui de utilizar sua mediunidade para fins verdadeiramente úteis, exercendo-a como um nobre sacerdócio.

A modéstia é a virtude pela qual um médium reconhece que é um simples instrumento da vontade do Senhor e, por isso, não se envaidece nem se orgulha de sua mediunidade. Não faz alarde das comunicações que recebe, porque sabe que foi apenas um simples intermediário. Não se julga ao abrigo das mistificações e, quando é mistificado, compreende que isso aconteceu em virtude das falhas de seu caráter ou devido a algum erro de sua conduta; procura, então, corrigir-se para afastar de si os espíritos mistificadores.

O devotamento é a virtude pela qual um médium se dedica ardentemente ao benefício de seus irmãos que sofrem. O médium devotado considera-se um servo do Senhor e, por isso, não despreza nenhuma oportunidade de servi-lo, auxiliando a todos quantos necessitam dos cuidados dos espíritos de Deus.

A abnegação é a virtude pela qual um médium leva seu devotamento até ao sacrifício. O médium abnegado não hesita em renunciar a seus prazeres, a seus hábitos, a seus gostos, quando se trata de prestar socorros mediúnicos a quem quer que seja.

O desinteresse é a virtude pela qual um médium dá de graça o que de graça recebeu. O médium desinteressado nem mesmo esperará um agradecimento dos homens.

Eis expostas as cinco virtudes que devemos cultivar, se quisermos merecer o qualificativo de bons médiuns.

Fonte: Livro: A Mediunidade sem Lágrimas- Eliseu Rigonatti

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