quarta-feira, 27 de abril de 2011

Orações para o Anjo da Guarda


Santo Anjo do Senhor
Meu zeloso guardador
Se a ti me confiou a Piedade Divina
Me governa, me rege, me guarda e me ilumina.
Amém.

*
Anjo de Luz,
Guardião da minha vida.
A Ti fui confiado pela Misericórdia de Deus.
Ilumina meu espírito,
Guarda-me da maldade,
Orienta a minha inspiração,
Fortalece a minha
sintonia com a Espiritualidade Superior e torna-me forte diante
das tempestades que venham a afligir meu intimo.
Lembre-me todos os dias
de não julgar nem ferir.
Banhe a minha mente de
Amor e Harmonia, para
que eu possa tornar o
mundo melhor para aqueles que convivem comigo.
Quero assim me tornar digno de sua proteção e amor.
Assim seja.

Anjo da Guarda

Você sabe a importância dos anjos da guarda na Umbanda?

Bem, os anjos de guarda nos protegem e acompanham a cada dia. E esse acompanhamento também está nas horas de trabalho (sessões). Sim, porque estamos numa corrente espiritual onde espíritos sem luz e perturbados, confusos, enfim vêm contra nós, os Orixás, Guias, Entidades nos protegem, mas a presença do anjo da guarda antes e depois da incorporação é por demais importante.
Um exemplo, normalmente quando uma pessoa sofre um trabalho de demanda, um trabalho contra o bem estar dela, a primeiro reflexo que se nota é o enfraquecimento de seu anjo da guarda, tornando-o distante e deixando a pessoa vulnerável.
É comum que os Guias/Entidades do terreiro, quando se vêem a frente de uma pessoa com demanda, venham a pedir um “fortalecimento para o anjo de guarda”, ou seja, um reforço para restaurar os laços entre você e seu anjo da guarda. Esse reforço consiste em trazer ele mais próximo de você, com mais força para te proteger contra os *ataques* da demanda.

E para os médiuns?

Com toda a certeza, para os médiuns, os anjos da guarda são tão importantes quanto os próprios Orixás e Entidades.
Quando o médium vai incorporar, para que o Orixá/Entidade se aproxime, o anjo de guarda permite a passagem para ocorrer a incorporação. Quando o Orixá/Entidade está incorporado no médium, o anjo da guarda permanece ao lado, pois o médium está protegido por energias do Orixá ou Entidade que está ali.
Quando há o processo de desincorporação, o Anjo da Guarda se aproxima mais, para manter o equilíbrio do médium.
Portanto, os médiuns devem ficar atentos para não oferecer resistência na hora da desincorporação desse Orixá/Entidade, pois existe uma hora certa em que o Orixá deve deixar a matéria e o anjo da guarda se aproximar, não deixando a matéria desprotegida.

O seu anjo da guarda, sempre anda com você em qualquer lugar que você esteja, pronto a lhe proteger; embora você não o veja.
O que chamamos de intuição, muitas vezes é a manifestação de nosso Anjo da Guarda que procura sempre o melhor para nós (aquela voz na cabeça que diz, não faça isso, não vá por esse caminho, etc.).
O nosso anjo da guarda é aquele que nos protege a todo instante de nossas vidas... Por isso, devemos manter acesa uma vela com um copo d’água ao lado em um local alto, e fazer orações ao anjo da guarda regularmente, pedindo sempre que nos guie pelos caminhos certos da vida e que nos proteja.
Para quem acredita é muito fácil sentir, ouvir e presenciar a manifestação dos anjos em nossa vida dando inspiração para algo que ocorrerá em nossos dias, mas para pessoas que não acreditam que os anjos existam é totalmente difícil manter o anjo próximo dele, esse pensamento negativo e destrutivo para o anjo o enfraquece e acaba por distanciá-lo.
O céu não tem entradas, lá não precisamos bater; pois, chegando ao fim da jornada, sempre há alguém para nos receber.

 
Seu Anjo da Guarda te Chama!

Quando o médium fica meio em transe após a incorporação, alguns dirigentes colocam a mão sobre o coração do médium e dizem: “_fulano seu anjo da guarda te chama!”
Esta era uma prática comum antigamente (não há como datar precisamente) de benzedeiras. Elas utilizavam esta frase como uma pequena oração para pessoas que não se achavam plenamente conscientes por vários motivos (mediunizadas, epilepsia, desmaio, etc.).
Tal prática talvez tenha sido trazido para a nossa amada Umbanda por alguma Preta Velha, já que é de pleno conhecimento nosso que muitas Delas foram exímias benzedeiras.
O Anjo da Guarda é visto como o Mentor de nossa razão, de nossa consciência; Desta forma este é um chamado ao restabelecimento da consciência com implicações magísticas.
Ao fazer referência ao nosso anjo da guarda, chamando-nos de volta ao domínio das faculdades no corpo físico após o transe mediúnico, ocorre uma espécie de invocação a nós mesmos.



Cura e autocura espiritual - Reforma íntima

A única coisa que realmente importa é você perceber, compreender que existe um estado de consciência “divino”, além de todo sofrimento

A maioria das pessoas, quando dá seus primeiros passos na longa jornada do autoconhecimento e, consequentemente, da autocura, costuma dissociar o aprendizado espiritual do dia-a-dia. Claro que nossos primeiros passos aconteceram lá atrás, quando a consciência ou o princípio inteligente começou a se manifestar na matéria/energia, mas me refiro ao primeiros passos dados nesta nossa atual reencarnação.
Muitos passam o dia inteiro estressados, ansiosos ou cansados, com a mente dispersa, sem foco no “aqui e agora”. Chegam de noite no centro espírita, umbandista, ou seja lá o que for, na esperança de receberem o amparo divino, manifestado na boa vontade daqueles que lá estão para servir, seja encarnado ou desencarnado.
Mesmo neste momento tão especial, poucos são os que se mantêm presentes, de corpo e alma. Uns cochilam, outros assistem à palestra sem o menor interesse, outros, ainda, aguardam ansiosamente pelo passe energético ou a água magnetizada... e todos vão para seus lares na esperança de dias melhores! Mas eu pergunto: quando será um dia melhor? Amanhã? No futuro?
A grande diferença, entre um espírito “maduro” e outro não, é que, as pessoas mais conscientes, mais lúcidas, sabem que nosso aprendizado espiritual ocorre todos os dias, em todos os momentos. Toda hora é propícia para entendermos como somos, como reagimos diante das circunstâncias da vida.
Além disso, não podemos achar que somente na hora da palestra ou no momento do passe é que devemos abrir o coração, serenar a mente ou “pensar em Jesus”. Quem nunca ouviu dizer que “o Reino de Deus está dentro de nós”? Pois é, está mesmo, à nossa disposição – hoje – não amanhã, quando formos seres iluminados, anjos... Na verdade, isso tudo é secundário! Ser evoluído ou não, não faz a menor diferença, nem mesmo para Deus! A única coisa que realmente importa é você perceber, compreender que existe um estado de consciência “divino”, além de todo sofrimento, todo dissabor, toda frustração e ilusão, e basta acessarmos este estado de lucidez para sentirmos aquela tão sonhada paz interior. Jesus disse “Buscai o Reino de Deus e tudo mais virá por acréscimo”. Então... tá esperando o quê?
No começo não é fácil. Temos a crença enraizada de que só podemos estar bem quando tudo está “perfeito”. Aí é que está a raiz do problema.
Muitos dizem que os grandes pensadores espiritualistas eram contra as coisas mundanas, mas isso não é verdade. Buda, por exemplo, não condenava o desejo, pois quando não aceitamos nossos desejos, automaticamente criamos um conflito interno e perdemos a percepção dos planos mais elevados da realidade. O problema não está no desejo, mas no apego que temos aos nossos desejos. O apego, a necessidade em realizar um desejo é que causa sofrimento e não o desejo em si. Além disso, Buda sempre nos aconselhou a buscarmos o “caminho do meio”, ou seja, o do equilíbrio.
Orai e vigiai! Quando estamos focados no presente (seja meditando, orando ou fazendo qualquer atividade, como lavar a louça) nos tornamos mais conscientes dos nossos pensamentos, sentimentos e atitudes, assim como ficamos mais sensíveis à dor alheia. Nos tornamos mais capazes de amar sem nos envolvermos no desequilíbrio do outro. Aprendemos a respeitar a individualidade de cada um, pois passamos a respeitar o nosso próprio jeito de ser. Então, a harmonia envolve nosso corpo, nossa mente, nossa alma... num grande processo de cura, individual e coletiva. Saúde e Paz!

        
                Editorial publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição 67.

Fluidificação da água

Em espiritismo entende-se por água fluida aquela em que os fluidos medicamentosos foram imergidos, por ação magnética de médiuns ou por intervenção de Espíritos benfazejos.

Os processos de fluidificação da água consistem em:

1 - Pelas próprias pessoas
2 – Pelos médiuns
3 – Pelos Espíritos do bem

            A fluidificação de água pelos espíritos pode processar-se na presença do médium, ou a distância. No primeiro caso não dispensa a concentração do médium, no segundo faz-se a exposição da vasilha ao sereno da noite.
            A água recebe-nos a influência ativa da força magnética e princípios terapêuticos que aliviam e sustentam, que ajudam e curam.
            Os médiuns vegetarianos, sem vícios deprimentes e libertos de paixões violentas, são capazes de produzir curas prodigiosas pelo emprego da água fluidificada, a qual ainda é super ativada pelo energismo mobilizado pelos espíritos desencarnados em serviço socorrista aos encarnados.
            Ao ingerir a água fluidificada, isto é, um conteúdo potencializado no seu energismo, o homem recebe diretamente e em estado de pureza esta carga de forças vitalizadoras.
            Não é o bastante os médiuns fluidificarem a água, eles precisam melhorar sua saúde física e sanar seus desequilíbrios morais, exige também do médium o fiel cumprimento das leis de higiene física e espiritual afim de elevar o padrão qualitativo de suas irradiações vitais.
            O êxito mediúnico de passes e fluidificação da água é afetado, quando os médiuns são negligentes a sua higiene física e mental.
             Jesus era pobre, mas asseado, suas mãos eram limpas e ele evitava até alimentação indigesta ou tóxica.

            Entramos em contato todos os dias com poeira, substâncias tóxicas, enfermos e na falta de limpeza prévia ela se transforma, à hora dos passes, em desagradável chuveiro de fluidos contaminados pelos germes e partículas nocivas a transmitirem-se ao consulente.
            Os consulentes se tornam mais receptivos aos fluidos terapêuticos mediúnicos quando os recebem de passistas que se impõe pelo melhor aspecto moral, asseio e delicadeza.
            O êxito depende fundamentalmente do estado de receptividade do consulente.

“E qualquer que tiver dado só que seja um copo d’água fria por ser meu discípulo, em verdade vos digo que de modo algum, perderá seu galardão” Jesus – Mateus 10:42 

                                                   Fonte: Mundo Espírita

Passes

Deve o passista cultivar as seguintes qualidades.

- Boa vontade
- Prece e mente pura
- Elevação de sentimentos e amor

            A prece especialmente, representa elemento indispensável para que a alma do passista estabeleça comunhão direta com as forças do bem, favorecendo, assim, a canalização, através da mente, os recursos magnéticos das esferas elevadas.

           A oração é prodigioso banho de forças, tal vigorosa corrente mental que atrai.

           Para o êxito da tarefa deve-se expulsar as preocupações do dia a dia e sorver do plano espiritual substancias renovadoras.

O que impossibilita o êxito:

- Mágoa excessiva e paixões
- Alimentação inadequada e alcoólicos
- Desequilíbrio nervoso e inquietude

            A alimentação excessiva favorece o vampirismo da criatura por entidades infelizes, o mesmo o correndo com os alcoólicos em demasia.
           O passista que não confia no alto limita sua capacidade de receptiva, fecha as portas da casa mental, obstruindo o acesso a recursos magnéticos.


FLUIDOS PROJETADOS A DISTÂNCIA – (Passes)

            Pode ser ministrado com eficiência desde que haja uma sintonia entre aquele que administra e o que recebe. Nesse caso, diversos companheiros espirituais se ajustam no trabalho de auxílio, favorecendo a realização e a prece silenciosa será o melhor veículo de força condutora.
            Por serem fluidos mais fracos do que os doados pelo médium de efeitos físicos (Ectoplasma) são submetidos a um tratamento químico especial pelos operadores invisíveis afim de se obterem resultados positivos
Fatores que impedem que os fluidos transmitidos a distância sejam da mesma eficácia do que os do médium na intervenção direta.

- Falta vontade disciplinada
- Vibração emotiva fervorosa
- Não tem boa saúde
- Fumam muito
- Abusam de alcoólicos
- Alimentação carnívora

            Para suprir as necessidades fluídicas os espíritos bem feitores se utilizam também de vibrações espirituais de fiéis de outras crenças ou religiões, quando se encontram reunidos em seus templos, imantados em preces, cânticos ou devoções.

                                            Fonte: Mundo Espírita

O Sopro curador

O sopro curador divide-se em:
Quente: Quando empregado contra queimaduras
Frio: Para a ação dispersiva, acúmulos de fluidos, principalmente nos estados congestivos, depressão nervosa, vertigens e colapsos cardíacos.

Aplicação:

            O passe pelo sopro quente é transmitido pela boca, assoprasse com o ar aquecido do estômago sobre o local ou toda a pessoa doente, como no gesto de quem deseja aquecer as mãos atacadas pelo frio.
            O passe pelo sopro frio consiste no assoprar-se com o ar vindo dos pulmões, é gesto natural do homem e é de ação dispersadora dos maus fluidos.

Divisão do sopro

Quente: Estimulante, Cicatrizante, Descongestionante
Frio: Calmante Revigorante, Dispersador de fluidos

Sopro – Requisitos

            Este trabalho requer conhecimento profundo no manejo de fluidos, moral muito elevada e assistência espiritual enobrecida nos exemplos evangélicos.
            Hálitos impregnados de fluidos viciados pelo álcool, fumo, vapores de condimentação e molhos apimentados não se prestam para fins terapêuticos do sopro.
            Se o que entra pela boca, sem o necessário cuidado de seleção contamina o sopro, que diríamos então da boca que não se resguarda de palavras de baixo calão que criam nuvens escuras em torno de sua aura e as irradia para o próximo... É preciso conservar a pureza da boca e a santidade das intenções
É imprescindível que o homem possua estômago sadio, boca habituada a falar BEM, com abstenção do mal e a mente reta interessada em auxiliar.

                                              Fonte: Mundo Espírita

Cirurgias espirituais

Cirurgias diretas:

            No caso de operações diretas, os técnicos desencarnados utilizam o ectoplasma do médium de fenômenos físicos, e também os fluidos nervosos emitidas pelas pessoas presentes, e esta aglutinação polarizada sobre o enfermo presente possibilita resultados mais eficientes e imediatos.

Cirurgias processadas a distância

            Em tais casos os técnicos siderais operam no perispírito dos enfermos, e o duplo etérico se encarrega de transmitir para o corpo físico todas as reações específicas da interação processada naquele.
            Pelo fenômeno de repercussão vibratória manifesta seus efeitos lenta e gradualmente no corpo de carne.
            Os espíritos servem-se dos instrumentos operatórios do vosso setor utilizando a substância astralina do seu ambiente próprio, usam os moldes ou duplo etéricos das ferramentas adotadas pelos médicos terrenos.
            Todos os objetos ou seres possuem seu molde ou duplo astral.
            Os espíritos operadores desmaterializam as ferramentas dos médicos terrenos, e manuseando as matrizes etéricas das mesmas operam o corpo perispiritual na parte que se apresenta afetada.
            A intervenção na matriz perispiritual leva tempo para corrigir as deformações nos órgãos afetados em sua contraparte carnal.

Cirurgias Mediúnicas - Incorporação

            O espírito quando opera incorporado no médium é sempre auxiliado por companheiros experimentados na mesma tarefa, os quais cooperam e ajudam no controle da intervenção cirúrgica.
            Os médicos desencarnados trocam opiniões e antecipadamente examinam as anomalias dos enfermos a serem operados. Entidades experimentadas na ciência química preparam os fluidos anestesiantes e cicatrizantes e depois o transferem do mundo oculto para o mundo físico conforme o necessário.

                                                       Fonte: Mundo Espírita

Receituário mediúnico

Como funciona à distância:

            Exige a participação de diversas equipes espirituais sob o comando de uma entidade responsável pela boa ordem dos trabalhos.
Essas equipes compõem-se de técnicos, médicos, laboratoristas, enfermeiros, químicos e pesquisadores, em comunhão com outras entidades, que auxiliam o serviço coletivo, disciplinado e ágil.
            Por meio de vibrações, as entidades responsáveis pelos diversos setores recebem a notificação da consulta, entram em relação com o consulente, captam a sua imagem perispiritual e a retransmitem para o local dos trabalhos, projetando-se em ondas no espelho fluídico e em uma fração de minuto é examinada pelos companheiros espirituais ali presentes, embora o médium não enxergue o espelho fluídico porque está em uma freqüência mais alta.

O diagnóstico

            Todas as toxinas psíquicas que se instalam e afetam a contextura do perispírito refletem-se na sua circulação astralina, na sua irradiação e cores áuricas, tons, luminosidade, magnetismo, transparência e temperatura.
            Os sinais cromosóficos, as alterações magnéticas, de transparência ou luminosidade, que o órgão perispiritual apresenta definem a enfermidade e sua gravidade.
O médium intuitivo no receituário mediúnico
O espírito receitista escolhe no arquivo mental do médium a medicação que julga mais apropriada para o consulente.
A medida que se amplia o conhecimento do médium, cresce o êxito do receituário mediúnico.
O médium intuitivo não pode receitar remédios que não conheça.
O médium mecânico, sonambúlico ou de incorporação no receituário mediúnico
            Podem receitar medicamentos que lhes sejam desconhecidos.
No caso de médiuns mecânicos os espíritos terapeutas acionam o braço do médium à altura do plexo braquial e trabalha movendo-o como se fosse uma caneta viva, podendo receitar, podendo receitar sem ter como veículo o cérebro humano.



Consumo dos medicamentos receitados:

            Os remédios prescritos mediunicamente deixa de produzir os resultados vaticinados pelos terapeutas do espaço, caso não sejam utilizados em 10 dia, pois além desse prazo ocorrem reações orgânicas inesperadas de efeitos mórbidos imprevistos.



Organização:

            Não é possível êxito absoluto num receituário mediúnico desarticulado, conduzido as pressas, conforme é comum na maioria dos centros espíritas, devido a inexperiência, indisciplina e ignorância nos trabalhos, limitar a quantidade de receitas para cada sessão evitando o receituário excessivo, pois exige do médium um dispêndio de energias que resulta em fraca sintonia com o guia assistente.

Prioridade:

Fora os médiuns experimentados, sonambúlicos ou absolutamente mecânicos, os demais se quiserem manter um ritmo equilibrado e sem a tradicional fadiga mental, devem limitar as consultas atendendo de preferência, as que exigem solução mais urgente.
Cansar o médium intuitivo congestiona a comunicação perispiritual, prejudicando o trabalho.


Amparo

Receituário mediúnico exige o máximo de e critério e prudência para merecer o amparo.
             Quando o médium é apenas intuitivo e ocioso aos estudos, então o caso assume um aspecto mais grave, porque pode ser que o médium não possua as qualidades morais para uma boa assistência espiritual, além disso os médiuns receitistas incompetentes, ignorantes e indisciplinados ou exclusivamente anímicos, que prescrevem aos doentes tudo aquilo que germina fantasiosamente no cérebro e considera receita intuída pelos desencarnados.


Receituário mediúnico remunerado

            É serviço a ser efetuado gratuitamente em favor da humanidade, para cobertura de dívidas pretéritas, por cujo motivo não o credencia a cobrança ou ressarcimento material.
            Em conseqüência, sempre resulta em agravo espiritual para o médium curador a cobrança pelo seu serviço mediúnico, mesmo quando a paga é na forma de presentes espontâneo oferecido por aqueles que o consultam.


                                                          Fonte: Mundo Espírita

Mediunidade de Cura

INTRODUÇÃO

Perispírito – Corpo fluídico da alma, constituído de matéria quintessenciada.
Duplo Etérico – Elemento transitório que desempenha a função de canal ou veículo de intercâmbio entre o perispírito e o corpo físico.
Corpo Carnal – Vestimenta material que a alma ajusta para poder fixar-se nos mundos escolas.

CAUSAS DAS ENFERMIDADES

            Infelizmente a vossa humanidade ainda ignora que a maior parte das doenças do corpo tem sua origem em distúrbios agudos de ordem psíquica, pois a cupidez, a avareza, o ódio, a vingança, o ciúme, a ambição, o orgulho e outros tóxicos de ordem moral são matriz de moléstias como o câncer, tuberculose e outras.
            As variadas províncias celulares sofrem o impacto constante das radiações mentais a lhes absorverem os princípios de ação e reação desse ou daquele teor, pelos quais os processos da saúde e da enfermidade, da harmonia e desarmonia são associados e desassociados, conforme a direção que lhes imprima a vontade.

OBJETIVO DAS CURAS MEDIÚNICAS

            O alívio, o reajuste físico, ou as curas conseguidas por intermédio da faculdade mediúnica tem por objetivo principal sacudir o ateísmo do enfermo, despertando o entendimento para os ensinamentos da vida espiritual.
            A mediunidade de cura mediante o espiritismo,em sua profundidade, é uma cooperação de objetivo Crístico, condicionada a Evangelização do homem, despertá-lo para os deveres e responsabilidades do Espírito Imortal.

MEDIUNS CURADORES – PREPARAÇÃO FÍSICA

Se o médium não tem saúde, não pode dar a outrem.
Se os fluídos saem do corpo e do espírito do médium é lógico que vão impregnados do que eles contém.
A mais leve alteração na saúde do médium, o impossibilita de dar passes.
Boa alimentação é o primeiro passo, abster-se de carne pesada e condimentos muito apimentados, chocolate também é contrário aos bons fluidos.
Regime alimentar vegetariano e dieta hídrica.
Água em jejum e na hora do repouso, proporciona a regularização de todos os órgãos responsáveis pela nutrição.
O exercício de respiração, respirar lentamente para permitir a perfeita combustão do sangue nos pulmões.
Evitar muito desgaste físico nas tarefas diária, para manter reserva de bons fluidos.
Dormir no mínimo 7h por noite, o excedente de horas é supérfluo e prejudicial.

MEDIUNS CURADORES – PREPARAÇÃO MENTAL

Sem uma moral a prova das tentações inferiores, não pode em absoluto, haver um bom médium.
O médium está na obrigação de trilhar a senda evangélica por pensamento, palavras e obras.
Manter uma linha de conduta impecável
Boa saúde e moral sã = bons fluidos.
MEDIUNS CURADORES – PREPARAÇÃO ESPIRITUAL
O médium curador prepara-se espiritualmente pela reforma moral, reajustando os bons sentimentos.

MEDIUNS ENFERMOS

O passe mediúnico, se o médium se encontra enfermo, a sua tarefa mediúnica se torna contraproducente, uma vez que ele projeta algo de sua própria condição enfermiça sobre os pacientes que se sintonizarem passivamente à sua faixa vibratória psicofísica.

                                             Fonte: Mundo Espírita

Casa Espírita sem Médiuns

Uma vez, faz alguns anos, perguntaram-nos, em uma lista espírita na Internet da qual participávamos, se era possível que um Centro Espírita fosse estruturado sem a contribuição de médiuns. É um assunto, sem dúvida, interessante e, por isso, cremos ser útil partilhar com o leitor nossas reflexões sobre ele.

Médiuns ostensivos, aqueles em que uma ou mais faculdades se manifestam com freqüência, são relativamente poucos, mas, médiuns, em maior ou menor grau, somos todos nós, como se depreende da resposta à questão 459 de O Livro dos Espíritos. Quando Kardec perguntou se os espíritos influenciavam em nossos pensamentos e atos, a resposta foi “Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem”. Diante de tal resposta, fica evidente que não existe, a rigor, casa espírita nem local algum sem médiuns.

Se, no local onde morarmos, não houver centro espírita algum, é perfeitamente possível e, mesmo, recomendável, que nos mobilizemos junto com outros espíritas vizinhos para estruturar um. Caso, dentre os espíritas mobilizados, nenhum seja médium ostensivo, com faculdades de vidência, psicofonia, psicografia, curativa ou de efeitos físicos desenvolvidas, não haverá problema algum. Poderão ser organizadas sessões públicas com palestras doutrinárias e passes, reuniões de estudo sistematizado da doutrina e reuniões de educação mediúnica. Poderão ser organizadas, ainda, iniciativas assistenciais. Há tanto a ser feito sem médiuns ostensivos!

Quando a casa estiver funcionando bem e se tiver transformado em foco de luz e recanto da caridade cristã, os bons Espíritos que estarão, certamente, protegendo e auxiliando a obra, se encarregarão de encaminhar a ela novos trabalhadores, dentre os quais, talvez, um ou outro médium ostensivo, que poderá ser experiente ou, o que é mais provável, será necessitado de orientação.

É nesse momento que os trabalhadores da casa espírita, seja nova ou antiga, devem estar atentos para não rejeitar um potencial colaborador de escol devido aos desajustes que apresenta quando aparece pela primeira vez ou pela ignorância da Doutrina que demonstra em tal momento. Qualquer médium perturbado que for encaminhado à casa espírita deve ser visto como um cascalho bruto a ser eliminado das suas impurezas, lapidado e feito brilhar em todo seu esplendor. Do mesmo modo, outro que não esteja perturbado, mas ignore os mecanismos da mediunidade, deve ser tratado com paciência, respeito e, sobretudo, bom-senso. Se não for propenso a estudos por uma dificuldade ou outra, mas tiver bom coração e disposição de escutar, deve ser orientado oralmente em palestras e em conversas pessoais até que saiba o que se processa com ele e como lidar com a sua faculdade.

É fundamental, portanto, que os trabalhadores espíritas mais antigos na casa fiquem atentos para os necessitados que procuram o centro onde trabalham, pois entre eles poderá estar um médium ostensivo que a espiritualidade encaminhou para a Casa Espírita que esperava por um. Com o concurso de um médium ostensivo a casa poderá desenvolver novas atividades voltadas para o bem, como reuniões sérias de materialização e tratamentos de cura espiritual. Um médium ostensivo pode não ser imprescindível para o bom funcionamento de uma casa espírita, como já vimos, mas se algum for encaminhado para ela, isso será um sinal claro de que os amigos espirituais assim o querem, o que não deve de modo algum ser ignorado.

Renato Costa
Artigo Publicado originalmente em O Clarim, Ano CII, Matão, setembro de 2007, no 2

terça-feira, 26 de abril de 2011

Duas vidas

O tempo corre, os dias passam vertiginosamente e as criaturas deixam correr o tempo, passarem os dias, pouco se preocupando com o seu progresso espiritual. Cuida-se muito da vida material, dos interesses materiais, mas descuida-se por completo dos interesses espirituais. No mundo há duas vidas a viver: a espiritual, precisa ao espírito; e a material, necessária ao corpo. Ambas, separadamente vividas, refletem-se uma na outra. Conforme a vida material que a criatura leva, assim se ressente a vida espiritual e conforme a vida espiritual, assim se reflete na vida material, portanto, uma é conseqüência da outra.

O equilíbrio espiritual tem uma grande importância no sucesso da vida material e a desorganização, a perturbação, a falta de controle, a falta de ordem e método da vida material, perturbam a vida espiritual. Todo aquele que tem uma vida moderada e metódica possui equilíbrio espiritual, lucidez de raciocínio, critério, calma e ponderação. Todo aquele que tem vida moral equilibrada possui vida material normalizada. É preciso que saibam viver, bem viver as duas vidas, porque delas depende a felicidade dos seres. Há muita gente que não tem tranqüilidade, que não tem paz de espírito, porque traz a sua vida desorganizada e desonesta.

Há muitos e muitos casos de loucura provenientes da vida desordenada e dissipada que as criaturas levam. São obsessões, são enfermidades do espírito adquiridas por uma vida irregular, por falta de controle, por falta de senso e raciocínio. É preciso saber viver, sim, e nós nos batemos hoje, mais do que nunca, pela correta maneira de a criatura viver na Terra, porque a desordem que se observa, social e familiar, a falta de critério, a falta de honestidade, tudo enfim que vem prejudicando a família e a sociedade tem por única causa a maneira errada como as criaturas vivem.

É preciso compreender a vida como a vida de fato é, fazer tudo para tê-la sempre equilibrada e não se esquecer de que não devem deixar de dar ao espírito a força e o valor de que ele carece para bem poder guiar o seu corpo e para bem poder manter-se equilibrado neste mundo. Aprendam a viver, procurem aproveitar a encarnação, não deixem passar os dias e os anos. Visto ser o tempo precioso, ele deve ser bem aproveitado em toda a trajetória da vida. Da compreensão dos deveres de cada um resulta o êxito na vida dos seres.

As criaturas podem viver neste mundo de uma maneira diferente, desde que saibam equilibrar os seus espíritos, educar e fortificar a sua vontade, lutando com honestidade e valor. Há criaturas que não sabem viver, porque entendem que hão de impor os seus caprichos, criando situações embaraçosas, sem necessidade, quando todos poderiam viver em paz, sem criar ambientes pesados, animosidades, que só trazem dissabores e contrariedades. A vida na Terra já é cheia de sofrimentos; por que razão, pois, aumentar esses sofrimentos, pelo mau uso do livre-arbítrio, criando situações difíceis e dificultando, portanto, a vida?

Eis por que fazemos com que as criaturas procurem saber viver inteligentemente. Tendo a noção do dever a cumprir, que vivam como criaturas equilibradas e não atordoadas e infelizes. A vida na Terra é um minuto em comparação com a vida do espírito e, conforme a vida que os seres levam na Terra, assim será o seu êxito espiritual. Não sejam, portanto, criaturas indesejáveis, não sejam revoltadas, aprendam a viver e vivam com inteligência. Há tanta coisa a se fazer na Terra e que deixa de ser feita, porque as criaturas não sabem viver, porque não sabem empregar bem o seu tempo, porque são egoístas, porque são más, porque têm prazer em viver em rivalidades, em desinteligências, criando a desarmonia e fazendo a infelicidade de si próprias.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O Espírita Perante a Política

Organizadores da palestra:
Moderador: "Brab" (nick: |Moderador|)
"Médium digitador": "jaja" (nick: Altivo_Pamphiro)

<[Moderador]> [1] Duas perguntas correlatas: Desde os tempos remotos a Igreja Católica Romana sempre apareceu - e alguns historiadores dizem que por isso sobreviveu - ligada a política, poder e controle de Estado. No entanto, ultimamente essa ligação tem sido, com a própria Igreja, mais sutil, mas presente. O amigo acredita que a Doutrina Espírita venha a fazer algum tipo de ligação nesses moldes com o Estado? Como, quando e por quê?  Atrelar o Espiritismo à política não seria repetir os atalhos tomados em eras passadas e atuais pelo movimento cristão (católico)? 
<Altivo_Pamphiro> Quando Constantino, o imperador romano, permitiu o cristianismo como religião do Estado, ele procurou dialogar com os cristãos da época e deu-se conta que não havia uma organização e sim homens, geralmente bons e adeptos do cristianismo na sua mais pura expressão. Ele, então, mandou que se organizassem para que ele, Constantino, pudesse dialogar com a coletividade cristã. A partir desse momento, criou-se o Catolicismo, ou seja, a ligação da Igreja e dos bispos com o Estado. Daí, para a introdução do espírito de luta, de aproveitamento, de oportunidade, enfim, de entrar no domínio do Estado, viu-se o surgimento da Igreja ligada à política do Estado. Ora com o predomínio do Estado sobre a Igreja, ora da Igreja sobre o Estado. O Espiritismo, a meu ver, não deve trilhar por este caminho. Senão teremos que criar, ou dar, às Federações Estaduais e até mesmo à Federação Espírita Brasileira, ou quem representá-la o direito de falar pelos espíritas, perante o Estado. Particularmente, acho isso detestável.


<[Moderador]> [2] Como é visto pela Doutrina Espírita o voto branco e o voto nulo em uma eleição? Existe alguma situação, na sua visão, em que essa atitude seja correta e deva ser estimulada?
<Altivo_Pamphiro> O espírita, como cidadão, deve ter a atitude que o seu sentimento determinar. Entendo, entretanto, que o homem não deve omitir-se, senão em situações extremamente delicadas e até mesmo difíceis de serem resolvidas. Como cidadão, devemos ter nossa opinião sobre um governante, ou um deputado, etc, e devemos exercer o único direito que temos, que é o voto.

<[Moderador]> [3] Qual deve ser a postura do Espírita perante um candidato confessadamente Espírita?
<Altivo_Pamphiro> Se ele, como cidadão, puder realizar alguma coisa, devemos votar nele. Entretanto, se ele está se aproveitando do título de espírita para ter votos, e nós observarmos que realmente ele nada conseguirá fazer, então estamos desobrigados de votar nele. É uma opinião pessoal. Avançarei, agora, no que ouvi de um político que me relatou que a Igreja do bispo Macedo tem como meta eleger só eles, 15 deputados federais. Isso significará um bom bloqueio a muitas atividades espíritas ou de outras religiões. Ficamos, então, com o próprio espírito de luta que nos diz que devemos votar em homens desligados de religiões, pois que esses votos são extremamente dirigidos sem que se possam esperar uma atitude coerente e sem fanatismos. Meu medo é que algum espírita entenda de fazer também, ou propor, uma bancada espírita no Congresso, e como ficaremos?

<[Moderador]> [4] O sistema político e partidário em nosso país possibilita uma escolha "cristã" de mandatários a cargos públicos?
<Altivo_Pamphiro> O sistema político não! Mas devemos conhecer nossos candidatos e elegê-los também pelo que eles são como seres humanos ou como cristãos.

<[Moderador]> [5] Existe alguma inconveniência em um espírita se candidatar a algum cargo público?
<Altivo_Pamphiro> Por tudo que expus, vejo que não há razão para a existência de um político espírita. Se o homem espírita quer se candidatar a um cargo público, deve fazê-lo como um cidadão qualquer e não como espírita.

<[Moderador]> [6] É dever da Doutrina Espírita guiar o conhecimento das pessoas nesse despertar do Homem Integral do Terceiro Milênio. Seria lícito, a pretexto de melhor condução do país, as Federações ou Centros Espíritas apoiarem algum candidato em especial, em alguma ocasião? E em relação a alguma forma de governo (capitalismo, socialismo, etc)?
<Altivo_Pamphiro> Se apoiarmos, quer como Federativas ou Centros Espíritas a candidatos, iremos entrar neste jogo político pela porta dos fundos e, quando nos dermos conta, estaremos disputando posições e cargos. Entretanto, nada impede de, como cidadãos, entre os amigos, mesmo que sejam espíritas, alertarmos às pessoas para uma votação consciente, lembrando pelo menos, as atitudes errôneas dos candidatos errados. O Socialismo, como foi concebido, é a forma de governo mais democrática e de maior interesse do povo. Entretanto, o que vemos hoje é um Socialismo associado a um Capitalismo, até mesmo com vistas à sobrevivência do Estado. Mitterand, o ex-presidente francês, ganhou a primeira eleição com uma proposta socialista de governo. Após um ano de governo, teve que associar-se ao Capitalismo do Estado e da sociedade para poder dirigir o país. E o fez, segundo a maioria dos franceses, muito bem. Fica-se assim, entendendo que não há como fazer indicação, tendo em vista as necessidades de uma época, de um povo, até mesmo das circunstâncias. Recomendo, para essa resposta a leitura do livro "Socialismo e Espiritismo", de autoria de Léon Denis, e publicado pela editora do Centro Espírita Léon Denis. Há também uma edição da editora "O Clarim". Indico a do "Léon Denis", por ter, esta edição, anexos importantes.

<[Moderador]> [7] Altivo, é possível conciliar um mandato político e todas as suas naturais implicações com uma conduta estritamente espírita?
<Altivo_Pamphiro> Creio que o homem deverá ser espírita, em qualquer situação. Se ele não conseguir ser político e espírita, ao mesmo tempo, ele deve renunciar a um dos seus "mandatos".

<[Moderador]> [8] Os Espíritos desencarnados de alguma forma se envolvem com o processo político mundial ou isso lhes é indiferente?
<Altivo_Pamphiro> Tenho notícias que os espíritos diretores das nações, ou das cidades, se interessam pelos grandes acontecimentos da sociedade que eles dirigem. No Brasil, todas as vezes que há eleições, vejo uma grande movimentação espiritual em torno dos candidatos, quer pacificando-os, quer conduzindo-os ao bem comum. Mas, a bem da verdade, nunca vi, ou ouvi, de nenhum deles a preferência por este ou aquele candidato. Há alguns anos atrás, estava em oração, pedindo pelo país, quando ouvi do plano espiritual que os políticos daquela ocasião (da prece) eram todos os mesmos políticos do Primeiro Império e ouvi dos espíritos, e isso de forma bem severa, que todos eles, sem exceção, estavam falindo na sua missão de conduzir o Brasil para sua sagrada missão.

<[Moderador]> [9] Que relação se pode estabelecer diante do quadro político de nosso país entre "política - justiça - espiritismo"?
<Altivo_Pamphiro> Se um político age em função da coletividade, mesmo errando, ele estará sendo justo aos olhos dele. Há políticos que agem de forma bastante pessoal, voltados para os seus interesses pessoais e coletivos. Nesta hora, não me parece que haja justiça. Vemos, no caso de um ato de justiça, um juiz, por exemplo, decidir de um ponto de vista extremamente doutrinário. Mas ele terá que se conformar com as leis que regem suas decisões. Pessoalmente, conheço alguns juízes que me falam claramente de que são obrigados a seguir o rito legal, mesmo em detrimento da sua opinião pessoal. No máximo, o que eles conseguem fazer é diminuir a "carga" da penalização. Tivemos um juiz amigo que determinou que o preso lesse o "Evangelho Segundo o Espiritismo". O advogado do réu conseguiu suspender esta penalidade porque o seu cliente seria obrigado a ser espírita. Atualmente, o Centro Espírita Léon Denis, através de uma sua afiliada, o Centro Espírita Abigail, tem um convênio com o Tribunal de Justiça do Estado que prevê penas leves para crimes "leves". Geralmente são punições em forma de prestação de serviço à comunidade ou doação de alimentos para a pobreza. Já tivemos um trabalhador nessa condição por uma semana e temos recebido muitos mantimentos para o Centro Abigail, em Santa Cruz, em função das penalidades aplicadas pela Justiça. Desse modo, vemos que a própria Justiça está tentando ser mais "espírita".

<[Moderador]> [10] Emmanuel nos afirma que o mal por vezes avança por timidez dos bons. Não seria obrigação de certas pessoas afeiçoadas à vida política, nela agir ativamente para lá combater o mal ao invés de abster-se? Até que ponto o envolvimento com a política é importante para o crescimento de uma nação em termos morais? Não seria simplesmente uma consequência?
<Altivo_Pamphiro> "O Livro dos Espíritos" nos diz que o mal é sempre ousado e o bem quase sempre é tímido. Se o político estiver imbuído das verdades espíritas, ele deverá ser um homem correto, cristão e, portanto, atuante. Ocorre o mesmo com aquele que trabalha na área assistencial, por exemplo. Conheço muitos espíritas que estão em cargos de direção que agem como espíritas, facilitando a vida de muitas pessoas. Na medida que o Espiritismo for entrando nas diversas camadas da população, teremos juízes espíritas, diretores de repartições espíritas, ministros espíritas, e eles agirão como espíritas transformando a sociedade.

<[Moderador]> [11] Como uma Instituição Espírita deve agir caso um candidato político deseje fazer uma doação significativa a ela (a título de caridade aos pobres) durante a sua campanha eleitoral?
<Altivo_Pamphiro> Deve aceitar, por que não? Se ele condicionar ao apoio político que o Centro possa dar, então o Centro não aceite. Como também não deve aceitar colocação de faixas, "santinhos" e etc. A esse respeito, colocarei um fato que me chegou como um pedido de opinião: Em uma favela do Rio de Janeiro, o chefe do tráfico de drogas do local foi visitar ao serviço de assistência social que um Centro Espírita mantém no local. Após ver o trabalho e ouvir a pregação espírita, ele silenciosamente se retirou e mandou dizer mais tarde que iria dar uma quantidade de tijolos para a obra. Os amigos do referido Centro Espírita vieram me perguntar o que eles fariam: aceitar ou não tal donativo? Disse a eles que aceitassem. Primeiro, porque os tijolos iriam ajudar a obra e segundo eles não deveriam "enfrentar" um cidadão desses que poderia pura e simplesmente mandar fechar a obra e eles iriam perder a oportunidade de ajudar a muitos. Hoje, a obra está estabelecida e, acredito, ninguém mais poderá interromper a referida atividade. Mas, na ocasião, em que a obra estava em seus primórdios, seria muito difícil lutar contra uma oferta daquelas.

<[Moderador]> [12] Altivo: Há espíritos dedicados a orientar especificamente os homens públicos? Ou são seus espíritos protetores que desenvolvem naturalmente esta tarefa?
<Altivo_Pamphiro> Tenho notícias que não só os protetores o fazem, como os espíritos diretores das comunidades também. Particularmente, ouvi algumas vezes do plano espiritual que me acompanha a informação de que seria este e não aquele político que entraria no governo por ordem mesmo do governo espiritual. Não pensem que sou adivinho. Ouvi essas informações sem que eu perguntasse e, portanto, espontaneamente.

<[Moderador]> [13]Após o desencarne, qual o destino de um político que fracassa na sua missão de conduzir o Brasil para a sua sagrada missão?
<Altivo_Pamphiro> O destino de um espírito é ditado pela sua consciência. Acredito que aquele que se sente fracassado procurará estudar para não fracassar outra vez. Pode-se imaginar a dor de consciência de uma pessoa que vê que poderia ter feito muito mais do que realmente fez. Imaginemos ainda estes políticos que dirigem nações. Na Europa, vimos a Inglaterra e a França dominarem territórios ou tê-los como protetorado. Imaginemos os políticos desses países como devem se sentir quando observarem que fracassaram ou que dominaram a povos mais fracos beneficiando exclusivamente aos seus. (t)

<[Moderador]> [14] [Kaminheiruo] Se por um lado "a justiça está se tornando mais espírita", por outro, a política não está se afastando cada vez mais dos valores espíritas devido à realidade da globalização, que projeta o homem num universo sem fronteiras, onde o que fala mais alto é o capital? Esse mundo dominado pelo dinheiro e pelo "possuir" não dificulta a aquisição desses valores cristãos por parte do ser humano?
<Altivo_Pamphiro> Realmente a globalização está projetando o homem para esse universo sem fronteiras. Há um estudo sociológico, que no momento não recordo o seu autor, que diz que as barreiras nacionais estão se derruindo e que estão aumentando as barreiras das cidades, ou seja, o homem estará em breve ocupado com a sua sobrevivência local não dando tanta importância à chamada sobrevivência do país. Alvin Tofler, o conhecido escritor da área de progresso social, diz que nós estamos já caminhando para a chamada terceira força, ou seja, as cidades sobrevivem em função de serviços não dando tanta importância à indústrias, por exemplo, porque elas não querem mais indústrias nas suas fronteiras em função da qualidade de vida. Seu interesse (da cidade) é tornar seu ambiente, sua cidade, um local aprazível de trabalho, de estudo, mas sem que atrapalhem a coletividade. Entendemos assim que a coletividade começa a pensar em termos de sobrevivência e buscará muito naturalmente o que necessitar em outras localidades, sem medos e sem achar que se não for produzido por elas, não poderão sobreviver.

<[Moderador]> [15] Jesus foi um político? Que tipo de ensinamento prático em relação à política podemos tirar da postura de Jesus perante o seu povo?
<Altivo_Pamphiro> Há um livro da década de 60 que tem por título "Jesus, o Grande Anarquista". Ele, o autor, diz que Jesus subverteu toda a ordem política da ocasião, porque pregava o amor, a renúncia e a capacidade de conviver com o mal. Entendemos que Jesus não foi um político, mas sim um homem que viu na sociedade um trabalho a ser feito e como pacificou a muitos corações e tornou muitos homens respeitosos diante da Lei, confundiram a Ele, Jesus, como um político. Em realidade, Ele apenas usou seu inegável poder diante das massas

<[Moderador]> [16] Todo grupo reunido se comunica politicamente. Existem punições para um grupo espírita que age politicamente de forma incorreta, com relação aos necessitados, por exemplo? (Exemplo: esse grupo espírita julga que essa pessoa ou pessoas não necessitam de algum tipo de atenção)
<Altivo_Pamphiro> Não, não existe punição. O máximo que se pode fazer é conversar com os encarregados deste Centro, mostrando a eles que podem modificar suas atividades ou atitudes, mas nada além disso.

<[Moderador]> [17]  É correto o ditado: "Cada povo tem o governante que merece"? (do ponto de vista espírita)
<Altivo_Pamphiro> Não! Não é correto! Mas sabemos que um povo precisa educar-se e trabalhar o seu próprio progresso. Quando vemos um governante, observamos que ele age em função das necessidades daquele povo, ou então são eles verdugos encarregados de punir a alguns membros da coletividade a que deveriam servir. Neste caso, pode-se dizer que eles estão falindo nas suas missões. É o caso de muitos povos da África que têm governantes provocando mortes coletivas por não serem da mesma tribo. É o homem deixar sua natureza humana-animal prevalecer sobre sua natureza humana-espiritual.

<[Moderador]> [18] Altivo: Qual a conseqüência espiritual das decisões de governantes que acabam por conduzir seus países a conflitos sangrentos?
<Altivo_Pamphiro> A conseqüência maior é ver seus cidadãos destruídos, suas cidades arrasadas. Imaginemos quando a consciência desse espírito (do governante) acordar para a realidade espiritual, como ficará! Jésus Gonçalves, o trabalhador espírita que foi hanseniano escreveu um poema através do Chico Xavier, em que se reconhece como Alarico I, o rei godo (bárbaro). Neste poema, ele diz que ainda via cidades da Ásia e da Grécia destruídas e sofria até hoje, embora já tivesse pago seus débitos com aquelas coletividades. Imagine: 1700 anos depois sua consciência o acusava ainda

<[Moderador]> [19] Escutei certa vez em uma palestra em casa espírita que o povo brasileiro é grande devedor espiritual devido a dois erros do passado (enquanto povo mesmo): A escravidão dos negros e A guerra do Paraguay - dois erros que custaram muita injustiça e muitas vidas. Diante destes "erros", não estaríamos resgatando um karma coletivo ao vivermos tentando e não conseguindo entrar para o mundo dos países desenvolvidos. A escravidão dos negros e A grerra do Paraguay - dois erros que custaram muita injustiça e muitas vidas. Diante destes "erros", não estariamos resgatando um karma coletivo ao vivermos tentando e não conseguindo entrar para o mundo dos países desenvolvidos?
<Altivo_Pamphiro> Os dois carmas citados existem realmente. Até porque foram os dois embates coletivos que o Brasil esteve envolvido. A escravidão praticamente, desde a sua descoberta, até o final de 1800. Foram 400 anos de criação de carma. Na guerra do Paraguai tivemos uma atitude inicialmente de defesa e, posteriormente, de destruição. Foi um carma coletivo que envolveu o país todo. Mas, podemos lembrar de vários carmas localizados. No Rio Grande do Sul, tivemos os Farrapos e outras. Pouco depois do término da Guerra do Paraguai, houve a Revolução chamada "Guerra dos Martírios", em que soldados de ambas as partes não faziam prisioneiros, os matavam cortando-lhes as cabeças. São os chamados carmas locais. No Rio de Janeiro, durante a invasão francesa comandada por Duguay Troin, houve muito aproveitamento da destruição provocada pelos franceses em que houve roubos os mais diversos pretextando a invasão e justificando os erros como sendo dos franceses. Mas a verdade é que o Brasil vem resgatando seus carmas coletivos. Temos o MERCOSUL em que o Paraguai não tendo nenhuma indústria vive dos benefícios dados pelo Brasil e pela Argentina. No lado do Brasil, temos a Usina de Itaipu, construída exclusivamente por brasileiros, com dinheiro arranjado pelo Brasil e a geração de luz é divida em partes iguais. Como o Paraguai não tem como usar toda a luz produzida em Itaipu, e que lhe cabe como partilha, ele vende esta mesma luz para o Brasil. O Brasil paga então duas vezes pelo que fez e pelo que consome.

<[Moderador]> [20] Última pergunta da noite, amigo Altivo: [Kaminheiruo] Qual deve ser nossa orientação - espíritas que somos - na hora da escolha de nossos candidatos a cargos eletivos?
<Altivo_Pamphiro> Votem em cristãos. Votem em pessoas que possam realizar realmente aquilo que prometem e só votem naqueles que prometem coisas possíveis de serem feitas. Não sejam enganados. E que, todas as vezes que votarmos, pensemos na grande responsabilidade que temos diante da coletividade. Que Deus nos abençõe!

domingo, 24 de abril de 2011

O Porquê do desenvolvimento mediúnico

A mediunidade é vista por muitos como um grande fantasma, algo que deve ser tratado e retirado da vida de uma pessoa já que ela é responsável por prováveis malefícios na sua vida. Já por outros é vista como um carma, algo pesado que se tem para carregar. Outros ainda consideram-na como um dom que nos torna muito especiais. Mas será que realmente ela é prejudicial, um fardo ou algo exclusivo?

Segundo ensinamentos espirituais, 30% das pessoas já nascem portadoras de faculdades mediúnicas plenamente desenvolvidas, sejam elas conquistadas noutras vidas ou no tempo em que estiveram no astral.

Isso acontece por a mediunidade ser uma das mais poderosas ferramentas para o desenvolvimento consciencial e espiritual do ser humano.

Independentemente da crença religiosa de cada um, é notório que quase todas (para não dizer todas) as filosofias espirituais e religiosas vieram por inspiração ou pelo ensinamento de seres espirituais considerados de alto grau ou luminosidade e que as mesmas serviram como regra ou padrão para um desenvolvimento equilibrado e natural da humanidade. Claro que temos que levar em conta a cultura local e a época em que foram passadas tais orientações.

A humanidade evoluiu e, conseqüentemente, as religiões e a espiritualidade como um todo, adaptando-se aos novos meios e aos novos tempos, sem nunca deixarem de ser o que são: vias de desenvolvimento humano.

Vimos também em relatos históricos que a queda de antigas civilizações se deu ao fato do afastamento progressivo da sua sociedade das condutas religiosas, espirituais e éticas propagadas pelas mesmas, pois estas serviam para manter uma estabilidade e um equilíbrio no seu meio.

Sabemos que alguns vão dizer que alguns conceitos ficaram ultrapassados e ilógicos. Vamos ter que concordar. Afinal de contas, tudo evolui. Mas também sabemos que alguns deles sempre estiveram, estão e estarão corretos por serem verdades irrefutáveis.

Não vamos aqui falar de conceitos religiosos verdadeiros ou falsos, mesmo porque cada religião e sociedade têm os seus próprios meios de os ver, interpretar e entender e não somos nós que iremos armar-nos em donos da verdade.

“É tolo aquele que deseja uma prova do que não pode perceber;
E é estúpido aquele que tenta fazê-lo acreditar.”

William Blake

Mas quando nos afastamos de Deus e dos seus valores eternos e internos, passamos a criar desequilíbrios pessoais e interiores. Isso é um fato e se isso acontece em larga escala, com certeza criaremos também problemas sociais.

E o que isso tem a ver com mediunidade?
 Tudo – respondemos nós.

Acreditamos que muitos já devam ter ouvido falar de um “tal” de desequilíbrio mediúnico que leva tantas pessoas a sofrer. Mas será mesmo que a mediunidade se desequilibra?

De forma nenhuma – respondemos nós – pois a mediunidade é um sentido, uma capacidade natural do ser humano de se conectar com o invisível ou, se os mais cépticos preferirem, com o abstrato. Porém, se não fosse pela nossa condição mediúnica, inerente a todo o ser humano, não seríamos capazes de realizar uma única oração que fosse. Ou não é verdade que o ato de rezar é uma forma de se comunicar com planos espirituais ou invisíveis?

E sentido é algo que não se desequilibra, mas pode dar “defeito” ou ser mal utilizado, por exemplo: uma pessoa que só vê maldade em tudo, é a sua visão que está em desequilíbrio ou é um desequilíbrio da sua personalidade (maldosa)? Diferente de uma pessoa que passa a ter problemas de visão ou fica cega pois deixa de ver com nitidez ou mesmo de todo, certo?

Pois bem, por acreditar que quem desequilibra a sua condição mediúnica é o próprio médium, através dos seus próprios comportamentos psíquicos, emocionais e sociais (independentemente dos motivos que o levaram a isso), achamos que um reencontro desse mesmo médium com Deus, através de uma religião, é capaz de equilibrá-lo novamente. O ensino de Deus, das Suas divindades e dos valores morais ligados a Ele e a ela (religião), não só o ajuda na sua transformação interior como também no seu fortalecimento e equilíbrio enquanto indivíduo. A isso também chamamos de desenvolvimento mediúnico, pois o ato de desenvolver a mediunidade não pode ficar apenas no exercício e no treino mediúnico. É preciso antes ensinar, pois se não houver um entendimento da mesma não irá ter o resultado almejado, que é o bem-estar do indivíduo. Por isso é tão comum um médium ir um templo umbandista e escutar da entidade “ filho, o seu problema é mediunidade e você precisa desenvolvê-la para melhorar”, porque um desenvolvimento mediúnico bem orientado ajuda a desenvolver a consciência de que é preciso também uma transformação interior que o ligará novamente a Deus, Suas Divindades e Seus princípios Divinos que o fortalecerão e o equilibrarão.

Claro que sabemos que uma atividade mediúnica fora de controlo, seja numa criança, num jovem ou mesmo num adulto, torna o ser muito mais sensível aos problemas do meio, deixando-o triste e perturbado psicologicamente, desinteressado pela vida, criando vários bloqueios e problemas físicos, psíquicos, materiais, profissionais, sentimentais, etc., que precisam ser orientados e cuidados.

Por isso a Umbanda utiliza o recurso mediúnico de incorporação para o equilíbrio e fortalecimento interior dos seus médiuns que, através dos seus Guias, passam a fortalecer-se, a aprender e, com o tempo, através deles e das suas bases, orientar os consulentes que comparecem nas suas sessões religiosas ou giras em busca de força, saúde, equilíbrio e felicidade para as suas vidas.
           Por: Santiago Jr.

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