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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Dúvidas sobre a Mediunidade e seu Desenvolvimento


Desenvolver, palavra de uso comum a todos os setores, mas que possui o seu significado focado em crescer e ampliar.

Quando falamos em desenvolvimento traçamos metas de crescimento e o desenvolvimento mediúnico é isso: crescer perante a espiritualidade na senda do trabalho mediúnico.

Para isso vou questionar algumas barreiras e idéias pré-concebidas ante ao momento do desenvolvimento do médium.

Primeira questão:

MEDIUNIDADE É FARDO, CRUZ, ISSO ME FAZ MAL?

Não, isso não te faz mal, mas se você está com o campo mediúnico desestruturado, saturado de energias pesadas você vai apresentar problemas comportamentais e até alguns sintomas como: desmaio, tontura, enxaquecas constantes... Etc., isso tudo é o seu corpo espiritual gritando: Acorda cara! Você não está aqui a passeio, vai trabalhar!

Segunda questão:

SE NÃO DESENVOLVER OU VESTIR O BRANCO NADA VAI MELHORAR?

Esta pergunta tem 50% de verdade e a outra metade de interpretação duvidosa.

Vejamos o que consideramos melhorar?

Ter mais dinheiro, mais sossego, mais saúde, ter emprego estabilizado, poder viver tranqüilamente, ou tudo isso e mais um pouco!?

Procure um empresário bem sucedido de qualquer área e pergunte se ele teve que se enfiar em uma roupa branca para conseguir chegar a onde chegou. A resposta vai vir assim: - "Meu filho, acordo cedo todos os dias, sou o primeiro a chegar na minha empresa e o ultimo a sair, consegui o que tenho através de esforço, dedicação e disciplina”.

Desenvolvimento mediúnico é isso: esforço, dedicação e disciplina! Treinamento não só da parte espiritual, mas sim dos valores éticos e materiais. Você pode vestir o branco e desenvolver, mas vai continuar tudo péssimo se não trabalhar o seu padrão intimo e vibratório. Você pode vestir o branco e desenvolver, mas vai continuar tudo péssimo se não se desapegar da inflexibilidade e da dureza pessoal para com os outros.

Desenvolvimento é crescimento e não salvação!

Terceira questão:

SE EU COMEÇAR O DESENVOLVIMENTO E PARAR, VOU SER PERSEGUIDO PELOS GUIAS ESPIRITUAIS?

Engraçado este nome, guias espirituais, subentende-se por guia aquele que conduz, se é espiritual aquele que conduz na espiritualidade. Como algo que conduz começa a perseguir?

Não, você não será perseguido e o seu livre arbítrio, direito de escolher certo e errado vai prevalecer!

O que adianta trabalhar por medo ao invés de praticar de coração?! Para que coagir e amedrontar ao invés de esclarecer e doutrinar?

Desenvolvimento é liberdade de espírito e crescimento pessoal. Tomemos cuidado com as amarras que são impostas ou vendidas, com a desculpa da perseguição espiritual. A sua mediunidade é uma alavanca de oportunidades para com a sua evolução, não deixe esta engrenagem parada ou ociosa, use este dom que Deus te deu para entender a criação material e a sua manifestação espiritual, não aceite falsas promessas, problemas são oportunidades de crescimento e de mudança de hábitos.

Não se venda, estude, cresça, NÃO acredite naquele que diz que está vendo o seu guia e ele está te prendendo, acredite no guia que liberta, que cresce junto ao seu lado em um vôo livre perante as belezas espirituais. Se ele é o seu guia que ele faça o melhor por você, assim como você vai fazer quando surgir uma oportunidade de aprendizado.

Homens na matéria são homens em qualquer lugar, independente de grau, idade ou poder. Espíritos são espíritos em qualquer lugar, mas também já foram homens e mulheres na matéria, que viveram, sofreram, cresceram e aprenderam e hoje tentam nos mostrar os caminhos menos tortuosos e mais tranquilos.
Vamos nos desenvolver, crescendo, buscando, acreditando, amando, entendendo e participando deste processo Divino chamado: MEDIUNIDADE!

Fonte: Jorge Scritori

quarta-feira, 7 de março de 2012

Diferenças entre Umbanda e Kardecismo


Encontramos na Umbanda semelhanças com o kardecismo, mas o fato de ter algo em comum não quer dizer que podemos adotar por livre e espontânea vontade as práticas, e filosofias religiosas das mesmas para dentro de nosso terreiro.

Umbanda possui filosofia e práticas próprias, que são observadas e trazidas à luz através dos espíritos guias. 


A maioria de nós Umbandistas tem recorrido ao kardecismo na sua vasta literatura para nos esclarecermos quanto "ao mundo dos espíritos" , o que é muito positivo, o movimento kardecista esmiuçou e foi a fundo no estudo do fenômeno Mediunidade, o que nos vale como ponto em comum.

Já a maneira de se trabalhar mediunicamente dentro da Umbanda é única, pois ela vai além do "passe e doutrina", os guias de Umbanda tem extrema afinidade e conhecimento das manipulações de elementos da natureza e processos magísticos, motivo pelo qual possuem toda uma variedade de recursos como o uso do fumo, das velas, ponto riscado, ponteiros, Otás, pedras e cristais, guias, banhos, defumações e etc...

O Kardecismo

Kardecismo é um trabalho iniciado na França com Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail), que codificou a doutrina espirita em cinco volumes a saber: "O livro dos Espíritos" (abril de 1857), "O Livro dos Médiuns" (janeiro de 1861), "O Evangelho Segundo o Espiritismo" (abril de 1864), "O Céu e o Inferno" (agosto de 1865), "A Gênese" (janeiro de 1868).

No Brasil o Kardecismo tomou maior notoriedade através da obra de Chico Xavier (mais de quatrocentos livros psicografados).

No Espiritismo Kardecista, existe todo um trabalho social voltado para a comunidade, dentro do aspecto religioso podemos dizer que procuram seguir a mensagem de Cristo, segundo a visão espirita, concentrando hoje (no Brasil) boa parte de seus esforços na doutrinação (de encarnados e desencarnados) e passes mediúnicos, crêem na reencarnação e buscam na "lei do carma" a causa, em nossos atos passados, para a situação em que cada um de nós se encontra hoje, segundo nosso merecimento.

Carregam a bandeira de que "fora da caridade não há solução", pregando também reforma intima do ser.

A diferença entre a Umbanda e o Kardecismo

Umbanda é um trabalho de resgate das religiões e tradições naturais, assentada na mediunidade de incorporação e com origem nos próprios Orixás, onde eles aparecem de forma renovada como Divindades de Deus, presente em tudo e todos os lugares, por isso são vistos como "Forças de Deus na Natureza".

Tem nos encantados e naturais a manifestação mediúnica dos Orixás, onde estes manifestam as qualidades dos Orixás se apresentando como representantes dos Orixás.

Parte dos trabalhos de Umbanda se dá na incorporação de espíritos humanos, o que lembra muito o Kardecismo, mas estes se pautam não no código kardecista mas na "Lei de Umbanda" fundamentada no astral.

A Umbanda tem muitas faces e facetas englobando em si muitos aspectos e um dos que mais chama a atenção é sua atuação no campo da Magia, visando combater o mau que a muitos aflige por conta da baixa magia manipulada pelo baixo astral.

A Umbanda assim como o Kardecismo tem em suas práticas um trabalho caritativo e isento das cobranças de ordem material.

Fonte: Desconhecida 
 

Diferenças entre Umbanda e Candomblé


Encontramos na Umbanda semelhanças com o Candomblé, mas o fato de ter algo em comum não quer dizer que podemos adotar por livre e espontânea vontade as práticas, e filosofias religiosas das mesmas para dentro de nosso terreiro.

Umbanda possui filosofia e práticas próprias, que são observadas e trazidas à luz através dos espíritos guias.

Sim, nós também cultuamos aos Orixás mas,de forma diferente do ancestral culto Africano, pois os vemos sob outro ponto de vista, se fosse para ser igual não haveria de se fundar outra religião simplesmente adotaríamos o "Candomblé de Caboclo", logo quando surgir uma dúvida antes de recorrer ao que é tão funcional dentro do âmbito do "Culto de Nação", espere, consulte e tenha fé que seus guias de Umbanda terão as soluções, dentro e segundo nossas práticas.


Candomblé

 
Da África: ao contrário do que muitos podem pensar, a religião, na terra mãe dos escravos, aqui aportados, era muito rica e bem diversificada, pois o enorme continente "negro" era todo ele dividido em nações e cada uma tinha seu culto voltado uma ou mais divindades diferenciadas.

A possível classificação que podemos fazer é dividí-la em dois grandes grupos que predominaram aqui no Brasil, dos yorubá (nagô, vindos principalmente da Nigéria ) e djedje (foi em sua maioria do Daomé) onde o primeiro excedia em numero de quase oito vezes maiorque o segundo.

Para mantê-los sob controle, costumavam (os senhores de engenho ) , misturar, nas mesmas senzalas, cativos de várias nações, em sua maioria inimigas, tornando-os vulneráveis uma vez que não se entendiam e muito menos se uniam contra seus "donos".

A rivalidade na África, era tão grande que, dispensava maior trabalho ao europeu, uma vez que os negros se escravizavam uns aos outros (os seus prisioneiros de guerra), assim o europeu já os comprava na condição de escravos, a troco de "banana" (até por "cachaça" eles eram trocados mesmo),para vender a peso de ouro.

Para agravar condição dos mesmos foi-lhes concedido o Domingo para que pudessem fazer seus "batuques", pois o governo os via como "um ato que obriga os negros, insensível e mecanicamente em sete dias , a renovar as idéias de aversão recíproca que lhes eram naturais desde que nasceram".

Logo os batuques se transformaram em culto religioso aos Orixás ( que predominou na Bahia) e Voduns aparecem no Maranhão com a Casa das Minas não podia ser como na África onde cada nação cultuava a um Orixá, mas um culto onde se tocava para todos e onde os mesmos se manifestavam deixando no corpo e na alma de seus filhos os axés de amor, coragem e esperança, enquanto incorporados não falavam nada apenas se faziam sentir, suas mensagens vinham através de Ifá, no jogo de Búzios, o mistério da revelação.

Assim surgiu o Candomblé na Bahia, assim os Orixás foram trazidos a nossa terra.



A Diferença entre Umbanda e Candomblé

Mais simples é começarmos dizendo o que há em comum entre a Umbanda e o Candomblé, que é a incorporação mediúnica e o culto aos Orixás, já este renovado pela Umbanda.

Já as práticas e rituais são diferentes, enquanto na Umbanda as consultas são feitas através dos espíritos de caboclo, preto-velho, baiano, exú... no Candomblé as consultas são feitas através do "jogo de búzios" ou "Ifà", não aceitando a comunicação de espíritos (eguns), sendo portanto vetada sua incorporação, os trabalhos mediúnicos de incorporação contam apenas com a presença de Orixás que também se fazem presente na Umbanda, renovados e sob um outro ponto de Vista .

Esta é a principal diferença, visto que as outras mais são pertinentes da atuação das "entidades guias" em seus trabalhos de Umbanda e dos Rituais Internos do Candomblé.


Fonte: Desconhecida 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Os trabalhos dos Preto-velhos


Os Preto-velhos representam a humildade, força de vontade, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referência para todos aqueles que necessitam: curam, ensinam, educam pessoas e espíritos sem luz. Não têm raiva ou ódio pelas humilhações, atrocidades e torturas a que foram submetidos no passado.

Com seus cachimbos, fala pausada, tranquilidade nos gestos, eles escutam e ajudam àqueles que necessitam, independentes de sua cor, idade, sexo e de religião. São extremamente pacientes com os seus filhos e, como poucos, sabem incutir-lhes os conceitos de karma e ensinar-lhes resignação.

Não se pode dizer que em sua totalidade esses espíritos são diretamente os mesmos Pretos-Velhos da escravidão. Pois, no processo cíclico da reencarnação passaram por muitas vidas anteriores foram: negros escravos, filósofos, médicos, ricos, pobres, iluminados, e outros. Mas, para ajudar aqueles que necessitam escolheram ou foram escolhidos para voltar a terra em forma incorporada de Preto-Velho. Outros, nem negros foram, mas escolheram como missão voltar nessa pseudo-forma.

Outros foram até mesmo Exus, que evoluíram e tomaram as formas de um Pretos-Velhos.

Este comentário pode deixar algumas pessoas, do culto e fora dele, meio confusas: "então o Preto-Velho não é um Preto-Velho, ou é, ou o que acontece???".

Esses espíritos assumem esta forma com o objetivo de manter uma perfeita comunicação com aqueles que os vão procurar em busca de ajuda.

O espírito que evoluiu tem a capacidade de assumir qualquer forma, pois ele é energia viva e conduzente de luz, a forma é apenas uma conseqüência do que eles tenham que fazer na terra. Esses espíritos podem se apresentar, por exemplo, em lugares como um médico e em outros como um Preto-Velho ou até mesmo um caboclo ou exu. Tudo isso vai de acordo com o seu trabalho, sua missão. Não é uma forma de enganar ou má fé com relação àqueles que acreditam, muito pelo contrário, quando se conversa sinceramente, eles mesmos nos dizem quem são, caso tenham autorização.

Por isso, se você for falar com um Preto-Velho, tenha humildade e saiba escutar, não queira milagres ou que ele resolva seus problemas, como em um passe de mágica, entenda que qualquer solução tem o princípio dentro de você mesmo, tenha fé, acredite em você, tenha amor a Deus e a você mesmo.

Para muitos os Pretos-Velhos são conselheiros mostrando a vida e seus caminhos; para outros, são pisicólogos, amigos, confidentes, mentores espirituais; para outros, são os exorcistas que lutam com suas mirongas, banhos de ervas, pontos de fogo, pontos riscados e outros, apoiados pelos exus desfazendo trabalhos. Também combatem as forças negativas (o mal), espíritos obssessores e kiumbas.

Fonte: Desconhecida


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Onde moram as Crianças?

A respeito das crianças desencarnadas, passamos a adaptar um interessante texto de Leadbeater, do seu livro "O que há além da Morte".

"A vida das crianças no mundo espiritual é de extrema felicidade. O espírito que se desprende de seu corpo físico com apenas alguns meses de idade, não se acostumou a esse e aos demais veículos inferiores, e assim a curta existência que tenha no mundo astral e mental lhe será praticamente inconsciente. Mas o menino que tenha tido alguns anos de existência, quando já é capaz de gozos e prazeres inocentes, encontrará plenamente nos planos espirituais as coisas que deseje.

 A população infantil do mundo espiritual é vasta e feliz, a ponto de nenhum de seus membros sentir o tempo passar. As almas bondosas que amaram seus filhos continuam a amá-los ali, embora as crianças já não tenham corpo físico, e acompanham-nas em seus brinquedos ou em adverti-las a evitar aproximarem-se de quadros pouco agradáveis do mundo astral."

"Quando nossos corpos físicos adormecem, acordamos no mundo das crianças e com elas falamos como antigamente, de modo que a única diferença real é que nossa noite se tornou dia para elas, quando nos encontram e falam, ao passo que nosso dia lhes parece uma noite durante a qual estamos temporariamente separados delas, tal qual os amigos se separam quando se recolhem à noite para os seus dormitórios.

Assim, as crianças jamais acham falta do seu pai ou mãe, de seus amigos ou animais de estimação, que durante o sono estão sempre em sua companhia como antes, e mesmo estão em relações mais íntimas e atraentes, por descobrirem muito mais da natureza de todos eles e os conhecerem melhor que antes. E podemos estar certos de que durante o dia elas estão cheias de companheiros novos de divertimento e de amigos adultos que velam socialmente por elas e suas necessidades, tomando-as intensamente felizes."

Assim é a vida espiritual das crianças que desencarnaram e aguardam, sempre felizes, acompanhadas e protegidas, uma nova encarnação. É claro que essas crianças, existindo dessa maneira, sentem-se profundamente entristecidas e constrangidas ao depararem-se com seus pais, amigos e parentes lamentando suas mortes físicas com gritos de desespero e manifestações de pesar ruidosas que a nada conduzem. O conhecimento da vida espiritual nos mostra que devemos nos controlar e nos apresentar sempre tranqüilos e seguros às crianças que amamos e que deixaram a vida física. Isso certamente as fará mais felizes e despreocupadas.



Fonte: Desconhecida


Origem de Doum

 Este personagem material e espiritual surgiu nos cultos Afros quando uma macamba (denominação de mulher, na seita Cabula) dava a luz a dois gêmeos e, caso houvesse no segundo parto o nascimento de um outro menino, era este considerado "Doum", que veio ao mundo para fazer companhia a seus irmãos gêmeos.

Foram sincretizados com os santos que foram gêmeos e médicos, tem sua razão na semelhança das imagens e missões idênticas com os "erês" da África, mas como faltava "Doum", colocaram-no junto a seus irmãos, com seus pequenos bastões de pau, obedecendo à semelhança dos santos católicos, formando assim a trindade da irmanação.

Dizem também, que na imagem original de S. Cosme e S. Damião, entre eles (adultos) havia a imagem de uma criança a qual eles estavam tratando, daí para sincretizarem Doum com essa criança, foi um pulo...

Fonte: Desconhecida

domingo, 8 de janeiro de 2012

Por que as entidades estalam os dedos, assobiam e bradam?


Quem nunca viu caboclos assobiarem ou darem aqueles brados maravilhosos, que parecem despertar alguma coisa em nós?

Muitos pensam que é apenas uma repetição dos chamados que davam nas matas, para se comunicarem com os companheiros de tribo, quando ainda vivos. Mas não é só isso.

Os assobios traduzem sons básicos das forças da natureza. Estes sons precipitam assim como o estalar dos dedos, um impulso no corpo Astral do médium para direcioná-lo corretamente, afim de liberá-lo de certas cargas que se agregam, tais como larvas astrais, etc.

Os assobios, assim como os brados, assemelham-se à mantras; cada entidade emite um som de acordo com seu trabalho, para ajustar condições especificas que facilitem a incorporação, ou para liberarem certos bloqueios nos consulentes ou nos médiuns.

Esta é uma das coisas que vemos e geralmente não nos perguntamos, talvez por parecer algo de importância mínima.

Nossas mãos possuem uma quantidade enorme de terminais nervosos, que se comunica com cada um dos chacras de nosso corpo.

O estalo dos dedos se dá sobre o Monte de Vênus (parte gordinha da mão) e dentre as funções conhecidas pelas entidades, está a retomada de rotação e frequência do corpo astral e a descarga de energias negativas. 

Fonte: Desconhecida

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Onde vivem os Caboclos?


Muitos já ouviram falar que os Caboclos quando se despedem do terreiro, onde atuam incorporados em seus médiuns, dizem que vão para a cidade de Juremá. Outros falam subir para o Humaitá, e assim por diante.

Sabemos, no entanto, que os Caboclos não voltam para as florestas como ordinariamente voltam os que lá habitam.

No espaço, onde se situam as esferas vibratórias, vivem os Caboclos agrupados, segundo a faixa vibracional de atuação, junto a psico-esfera da Terra. São verdadeiras cidades onde se cumpre o mandato que Oxalá assim determinou, colaborando com a humanidade.

É para as cidades espirituais que os Caboclos responsáveis pelos diversos terreiros levam os médiuns, dirigentes e demais trabalhadores, para aprenderem um pouco mais sobre a Umbanda.

Estas moradas possuem grandes núcleos de trabalhos diversos, onde o Caboclo faz sua evolução, contrariando o que muitos encarnados pensam (que Caboclo tudo pode, tudo sabe e tudo faz).

Os Orixás, que são emanações do pensamento do Deus-Pai, que está além da personalidade humana que lhe queiram dar as culturas terrenas, fazem descer a mais pura energia-matéria ser trabalhada pelos Caboclos no espaço-tempo das esferas que compreendem a Terra, morada provisória de alguns espíritos em evolução.

Lá, na morada de luz dos Caboclos, existem outros espíritos aprendendo o manejo das energias, das forças que estabelecerão um padrão vibratório de equilíbrio para os consulentes que vêm às tendas de caridade em busca de um conforto espiritual.

Estas "aldeias" se locomovem entre as esferas, ora estão em zonas próximas às trevas, socorrendo espíritos dementados, ora estão sobre algumas cidades do plano visível, etéreas, ou sobre o que resta de florestas preservadas pelo Homem. De lá extraem, com a ajuda dos Elementais, os remédios para a cura dos males do corpo.

Fonte: Desconhecida

Classificação Moral (Bem ou mal): Exú pagão ou Exú batizado?


Alguns espíritos, que usam indevidamente o nome de Exú, procuram realizar trabalhos de magia dirigida contra os encarnados. Na realidade, quem está agindo é um espírito atrasado. É justamente contra as influências maléficas, o pensamento doentio desses feiticeiros improvisados, que entra em ação o verdadeiro Exú, atraindo os obsessores, cegos ainda, e procurando trazê-los para suas falanges que trabalham visando a própria evolução.

O chamado “Exú Pagão” é tido como o marginal da espiritualidade, aquele sem luz, sem conhecimento da evolução, trabalhando na magia para o mal, embora possa ser despertado para evoluir de condição.

Já o Exú Batizado, é uma alma humana já sensibilizada pelo bem, evoluindo e, trabalhando para o bem, dentro do reino da Umbanda, por ser força que ainda se ajusta ao meio, nele podendo intervir, como um policial que penetra nos reinos da marginalidade.

Não se deve, entretanto, confundir um verdadeiro Exú com uns espíritos zombeteiros, mistificadores, obsessores ou perturbadores, que recebem a denominação de Kiumbas e que, às vezes, tentam mistificar, iludindo os presentes, usando nomes de "Guias".

Para evitar essa confusão, não damos aos chamados “Exús Pagões” a denominação de “Exú”, classificando-os apenas como Kiumbas. E reservamos para os ditos “Exús Batizados” a denominação de “Exú”.

Fonte: Desconhecida 

sábado, 10 de dezembro de 2011

Oxalá é Jesus?


A imagem de Jesus Cristo é figura obrigatoriamente em lugar de honra em todos os Centros, Terreiros ou Tendas de Umbanda, em local elevado, geralmente destacada com iluminação intencionalmente preparada, de modo a conformar uma espécie de aura de luz difusa à sua volta. Homenageia-se Oxalá na representação daquele que foi o "filho dileto de Deus entre os homens"; entretanto, permanece, no íntimo desse sincretismo, a herança da tradição africana: "Jesus foi um enviado; foi carne, nasceu, viveu e morreu entre os homens"; Oxalá coexistiu com a formação do mundo; Oxalá já era antes que Jesus o fosse.

Oxalá, assim como Jesus, proporciona aos filhos a melhor forma de praticar a caridade, isto é, dando com a direita para, com a esquerda, receberem na eternidade e assim poderem trilhar o caminho da luz que os conduzirá ao seu Divino Mestre.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Para pensar... Afinal, tenho medo de quê?

  • De me defender e tomar as iniciativas que expressam as minhas capacidades inatas?
  • De perder, de ser realista, de não valorizar o que tenho, de confiar nos meus talentos?
  • De comunicar e não ser compreendido, de ser enganado, de não confiar nas minhas ideias?
  • Da minha sensibilidade, da responsabilidade familiar, de expressar carinho?
  • De mostrar o que quero, penso e sinto, de assumir posições de poder e coordenação?
  • De deixar as coisas acontecerem, das minhas dúvidas, de ser criticado, ou de adoecer?
  • De me relacionar com as pessoas, de partilhar e de me abrir ao Amor?
  • Da minha própria força, da metamorfose, da morte, da sexualidade e da intimidade?
  • Da alegria de crescer, de me expandir, de assumir a vertente espiritual da vida?
  • De ser responsável, de ser subvalorizado, de enfrentar e transcender o meu medo?
  • De ser livre, de alargar os meus horizontes mentais, de mudar o que precisa de renovação?
  • De ser bondoso, de me entregar a Deus, de abandonar o controle e esquecer o eu-ego? 

Se calhar, garantes que te falta:

  • Coragem para te defenderes, para cooperar, para expressar as tuas capacidades inatas.
  • Aprender a ser realista, valorizar o que conquistaste e confiar nos teus talentos.
  • Ser jovial, fazeres por ser compreendido, comunicar e confiar nas tuas ideias.
  • Valorizar a sensibilidade, assumir as responsabilidades familiares e expressar afeto.
  • Mostrar o que queres, pensas e sentes, assumir posições de poder e coordenação.
  • Apreender a equilibrar as dúvidas, aceitar as críticas e deixar de ser hipocondríaco.
  • Vontade de te relacionares com as pessoas, de partilhar e de abrires ao Amor dos outros.
  • Conhecer a tua força, mergulhar no inconsciente e na intimidade, transformar a sexualidade.
  • Alegria, prazer de crescer e expandir, assumir a vertente espiritual da vida.
  • Ser responsável, enfrentar e transcender o teu próprio medo.
  • Liberdade, alargar os horizontes mentais, mudar o que precisa ser metamorfoseado.
  • Bondade, entrega à transcendência, abandonar o controle, dissolver as carapaças do eu-ego. 

    Você tem medo? De quê? Por quê tem medo? O que te falta?
     

    Fonte: Livro: Manual da leveza

    quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

    8 de Dezembro - Iemanjá ou Oxum?



    O sincretismo que ainda é utilizado tanto na Umbanda como no Candomblé, faz surgirem dúvidas como essa:

    Afinal dia 8 de Dezembro é dia de Iemanjá ou Oxum?

    Depende do sincretismo que a casa adotou.  Em milhares de terreiros em São Paulo, Iemanjá é sincretizada com Nossa Senhora da Conceição que é louvada no dia 8 de Dezembro. Nesse caso, Oxum será louvada em Outubro no dia de Nossa Senhora de Aparecida.

    Já em outras regiões, como a Bahia, por exemplo, o sincretismo de Iemanjá se faz com Nossa Senhora dos Navegantes, cujos festejos ocorrem no dia 2 de Fevereiro, ou seja, é uma questão de regionalismo sincrético.

    Isso muda alguma coisa para nós, integrantes da Umbanda e do Candomblé?

    Não! Na realidade tanto em um dia como em outro, nossas homenagens são para as rainhas das águas que nada tem a ver com as santas citadas (que na verdade é apenas uma - Maria, a mãe de Jesus). Apenas seguimos o calendário católico para que haja uma data de louvor. Ninguém está errado desde que tenhamos em mente as diferenças existentes entre a Orixá e a Virgem.

    Louvemos as mães d'água. Nunca é demais!

    Fonte: 
    http://aumbandacomoelae.blogspot.com

    http://pt.shvoong.com

    segunda-feira, 8 de agosto de 2011

    A Umbanda tem Bíblia? - A Bíblia do Umbandista



    Meus irmãos eu vou relatar um pensamento, que me foi apresentado, de um Guia, em uma gira de Exu-Velho, e sinceramente, eu fiquei impressionado com a sabedoria deste Exu-Velho, no final do relato eu conto quem foi o Sr. Da Luz.

    Certo dia estava conversando com um conhecido de outra religião (totalmente oposta aos nossos conceitos) e acabamos entrando em uma discussão sobre livros e claro que o questionamento inevitável foi feito:

    - Porque a sua religião não tem uma Bíblia?

    O Silêncio tomou conta de nosso diálogo por um pequeno instante. Expliquei que temos vários livros que contam a história de nossa religião, procedimentos, condutas, fatos que são relatados, etc. Mas confesso que de início concordei com a observação do questionador. Bom, continuamos com a nossa conversa, mas aquilo ficou martelando em minha cabeça, por alguns dias, até a chegada da Luz do irmão e amigo Exu-Velho. É chegado o dia da Gira de Exu-Velho, os sábios Tatás que recebemos em nossa Sagrada Umbanda, e posso dizer a vocês de coração, realmente que sabedoria eles possuem.

    Todos os preparativos prontos, então nós iniciamos, defumação sendo passada, pontos cantados, energia circulando, trabalho aberto, assistência pronta para atendimento e o meu amigo e irmão, que tenho um respeito enorme, chega ao terreiro para os trabalhos e atendimentos.

    Os atendimentos são iniciados, os passes de limpeza, de cura, de incentivo etc. e a dúvida martelando em minha mente, até que uma voz meio idosa que saía do fundo da alma no meio do vazio dizia-me:

    - Sossega “burro novo”, acalme-se que depois nós conversamos, temos muito trabalho pela frente.

    Acatei os conselhos do Senhor e concentrei-me no trabalho. Após os atendimentos é chegada a hora dos esclarecimentos. Então o Sr. Exu-Velho com toda a sua Divina sabedoria dá a sua palavra para este “burro novo” (é assim que sou chamado por ele):

     - O “burro novo”, quando lhe perguntarem - Qual é a sua Bíblia? Você calmamente sorri e responde: “A minha Bíblia é imensa e chama-se Natureza, uma única e verdadeira obra Divina, feita única e exclusivamente pelas mãos do grande Criador do Universo, onde seus capítulos e versículos são: · A Cachoeira · A Pedreira · O Caminho · O Lago · O Mar · A Mata · O Céu · O Fogo · A Terra · A Chuva · O Vento · O Dia · A Noite · A Vida · A Morte Onde tudo que precisamos saber está escrito nela, e já faz um bom tempo que foi escrito, antes mesmo de aparecer a nossa escrita. E que tudo isso é obra do Divino Criador do Universo, onde devemos o devido respeito. Ela é a nossa Bíblia, ela é Bíblia do Umbandista”.

    Por estas poucas e sábias palavras eu agradeço ao Sr. Exu-Velho, pelo conhecimento passado a este “burro novo”. Laroyê Sr. Tatá Caveira, eu me curvo diante de vossa sabedoria e lhe agradeço por me escolher como vosso “burro” para trabalhar.

    Mensagem passada pelo Sr. Exu Tatá Caveira através do médium Danilo Lopes Guedes.

    Saravá Umbanda. Saravá os Exus.

    Fonte: Espiritualizando com a Umbanda

    terça-feira, 19 de julho de 2011

    O que é pemba e para que serve?


    ZIVAN – O que é a pemba e para que serve?

    PAI VELHO – Pemba era um giz de fabricação especial, obtido através de um rito ou cerimônia. Passava de geração a geração e servia para grafar determinados sinais cabalísticos ou mágicos, com as mais diferentes significações, os quais variavam desde o nome da entidade que os firmava até às ordens astrais, envolvendo as mais diversas classes de entidades. De modo geral, porém, os sinais riscados pela pemba eram para uso de magia.

    ZIVAN – Qual é o verdadeiro valor oculto, ou de imantação, da pemba?

    PAI VELHO – Nenhum, pois o valor e a finalidade não estão no giz, e sim nos sinais grafados. O giz comum serve perfeitamente para o fim a que se destina: é inclusive mais barato e econômico.

    A grande quantidade de pembas preconizadas para esse ou aquele fim é pura especulação comercial, sem o mínimo valor cerimonial ou oculto. Risca-se ponto demais. Com pembas ditas de Angola, do Congo, da Costa e de Moçambique. Os pontos autênticos das verdadeiras entidades são raros.

    Sabendo que a magia não está na pemba e sim nos sinais que a entidade firmou, vamos apreciar o assunto em seus menores detalhes.

    O Ponto Riscado, ou a Grafia do Orixá, é uma ordem escrita a uma série de entidades, desde os espíritos da natureza aos Exus e até a espíritos sensíveis às figuras geométricas.

    O ponto completo obedece a sete sinais positivos que o identificam:

    ·  A que vibração primordial-forma pertence a entidade: caboclo, preto-velho ou criança;

    ·  A que linha pertence, dentro das sete fundamentais;


    ·  A falange ou subfalange, bem com o grau hierárquico dentro dos três planos de manifestação: Orixá, do Guia ou do Protetor;

    ·  Planeta regente e signo zodiacal;

    ·  Cor Fluídica Esotérica;

    ·  Elemento que manipula, figura geométrica, corrente cósmica e metal correspondente;
    ·  Entidades que comanda, quer as chamadas naturais, humanos ou não e artificiais.

    Além desses sinais positivos existem os negativos, ocultos.

    O ponto riscado é a própria história da entidade e dos auxiliares que a acompanham em seus trabalhos. É através dele que também podem ser efetuadas todas as fixações de magia, as ordens a uma série infindável de espíritos, obedecidas religiosamente. Traçado de pemba é coisa muito séria e pode, inclusive, pela leviandade de se riscar pontos sem o mínimo conhecimento, desencadear as mais imprevisíveis forças, às vezes com conseqüências irremediáveis.

    A questão dos pontos é tão importante que todos têm nas palmas das mãos o selo dos Orixás responsáveis pelos destinos de cada um, como dizem os estudiosos da Quiromancia.

    Fonte: Serões de Pai Velho – Roger Feraudy 

    terça-feira, 12 de julho de 2011

    A brincadeira do copo


    Como funciona o copo para entrar em contato com espíritos?

    Lembra um pouco o fenômeno das mesas girantes, nos primórdios do Espiritismo. Faz-se um círculo em torno dele, com a posição das letras alfabéticas ao longo dos trezentos e sessenta graus. Os participantes fazem imposição de mãos sobre o copo. Ele se movimenta indicando letras que, anotadas, formam palavras e frases.

    Obs: Há também a brincadeira do compasso e da caneta com um fio de cabelo, todas elas  são feitas da mesma forma descrito acima.

      
    São espíritos que movimentam o copo?

    O fenômeno pode ser anímico, os próprios participantes, inconscientemente, fazem o movimento. Ou espiritual, iniciativa de entidades desencarnadas que aproveitam a base fluídica sustentada pelos encarnados.

    Funciona, então, como uma reunião mediúnica?

    No segundo caso sim. Há espíritos e médiuns.

    Há algum problema com essas brincadeiras?

    São desaconselháveis. Inspiradas em mera curiosidade e sem nenhum preparo do grupo, podem converter-se em porta aberta às obsessões. Acontece com frequência.

    Os benfeitores espirituais não protegem?

    A natureza dos espíritos que participam de uma reunião de intercâmbio depende das intenções e disposições do grupo. Sem conhecimento, sem um propósito nobre, sem seriedade, realizados por mera diversão, atendendo à curiosidade, sessões com o copo atraem espíritos zombeteiros e mistificadores que ali têm campo fértil para a semeadura de perturbações.

    E se houver boas intenções?

    Segundo o velho ditado, o inferno está cheio delas. Há muita gente bem intencionada que se perturba com o fenômeno mediúnico, por falta de conhecimento, experiência e orientação.

    Se não é prudente brincar com o copo, o que devem fazer meus amigos que se interessam pelo assunto?

    Que procurem um centro espírita, participem das reuniões e estudem. Então estarão habilitados a participar das reuniões mediúnicas. Ali terão um aproveitamento bem melhor sem os riscos que envolvem essas « diversões » juvenis.

    Fonte: www.spiritismo.de
     

    domingo, 10 de julho de 2011

    O que existe na dimensão espiritual?



    Existe luz (ondas eletromagnéticas) na dimensão espiritual?
    Existe calor na dimensão espiritual?
    Existe gravidade na dimensão espiritual?
    Existe radioatividade na dimensão espiritual?
    Existe som na dimensão espiritual?
    Existem ondas de radio, de TV, microondas na dimensão espiritual?
    Existe água, ar, gases, pedras, plantas, animais, fogo?
    Existem elétrons, prótons e demais partículas atômicas?

    A RESPOSTA PARA TODAS ESTAS PERGUNTAS É NÃO!

    Todos estes elementos relacionados acima, e muitos outros, estão presentes somente no universo material, pertencem a realidade material ao AIYÊ.

    Mas se tudo isto não existe no universo material o que existe então?
    Pense um pouco antes de responder.

    O que existe na dimensão espiritual?

    A resposta é bem simples:

    EXISTE O ESPÍRITO!

    Se na dimensão material temos o corpo físico e a matéria, na dimensão espiritual encontramos o espírito.

    Sabemos que a matéria pode ser dividida, quebrada, separada; nosso corpo é um organismo.

    Nosso corpo é formado por órgãos: coração, fígado, estômago etc...

    Já o espírito é INDIVISÍVEL.

    Não podemos dividir o espírito.

    Não podemos, por exemplo, tirar o coração do espírito, um braço, uma perna, a cabeça etc...

    O espírito não tem boca, ouvidos, nariz, cabeça etc...

    O ESPÍRITO É ÚNICO E INDIVISÍVEL.

    Este é mais um conceito basilar da doutrina dos sete reinos sagrados.

    O espírito não precisa de nariz para sentir cheiros ou respirar, não precisa de boca para falar ou comer, não precisa de ouvidos para ouvir... ele é todo sensibilidade, ele percebe todas as modificações do meio externo sem a necessidade dos órgãos do sentido que nosso corpo animal possui.

    Pense bem:

    Será que o espírito irá morrer se ficar sem respirar?
    O espírito irá morrer se ficar sem se alimentar, sem beber água?
    Sabemos que existem espíritos e o que estes espíritos fazem?

    Entre outras coisas eles pensam e se emocionam.

    Pensar e se emocionar são atributos do espírito, uma pedra não pensa, não cria, não se emociona.

    Podemos afirmar então que um espírito produz ao seu redor “alterações” mentais e emocionais; eles possuem (geram) campos mentais e emocionais.

    Fazendo analogia (somente uma analogia) entre os campos elétricos e magnéticos, que ao sofrerem alterações, criam ondas eletromagnéticas podemos dizer que ao sofrerem alterações estes campos mentais e emocionais geram as ondas mento-emocionais.

    Ondas ou vibrações de natureza mental e emocional são vibrações geradas pelos espíritos que chamamos de vibrações mento-emocionais.

    Estas vibrações mento-emocionais são geradas pelos espíritos, então podemos dizer que são VIBRAÇÕES ESPIRITUAIS.

    Vibrações espirituais, conforme definimos acima, são vibrações geradas pelos espíritos e possui natureza mental e emocional, estas vibrações NÃO SÃO vibrações de natureza eletromagnética conforme estamos cansados de ler em determinados livros.

    Estas vibrações espirituais existem na dimensão espiritual e são geradas por todos os espíritos existentes, e não são de natureza material.

    São responsáveis, entre outras coisas, pela comunicação entre os espíritos e pela criação e manutenção do que chamamos de CAMPOS ESTRUTURAIS.

    AS VIBRAÇÕES ESPIRITUAIS SÃO DE NATUREZA MENTAL E EMOCIONAL (não são materiais)

    Este é outro conceito basilar da doutrina dos Sete Reinos Sagrados.

    Por Manoel Lopes

    segunda-feira, 27 de junho de 2011

    Qual a posição da Umbanda sobre o aborto?



    A Umbanda não condena ninguém, entretanto, orienta que recebemos ao longo de nossa vida inúmeras oportunidades de fazer o bem e resgatarmos assim um pouco do nosso carma.

    Fazer um aborto, com certeza não contribuirá positivamente para isso.

    Mesmo pensando em caso de saber-se antecipadamente que o seu bebê terá hidrocefalia, por exemplo, e desejar interromper a gravidez. É claro que você tem o seu livre arbítrio, e já que o bebê não irá sobreviver, você tem todo o direito outorgado pela Lei do Livre-Arbítrio de interromper essa gravidez. Por outro lado, se a gravidez for levada a termo, você poderá, por exemplo, estar ajudando outro bebê, tornando o seu bebê um doador de órgãos.

    Com isso quero dizer que a gravidez é dádiva divina, inclusive a originada por estupro (não nos esqueçamos as encarnações compulsórias), por representar oportunidade de crescimento moral e espiritual. Mas como em tudo na vida, a resposta será: “a opção é sua”.

    Ainda lembro que para cada ação existe uma reação em igual proporção, resta saber se estamos dispostos a arcar com as conseqüências de nossos atos.

    Com isso acredito que deixei claro que a Umbanda não estimula o aborto, pois é uma religião que prega que através das reencarnações estaremos obtendo nossa oportunidade de cumprirmos o nosso karma, e sendo assim ela não fecha as portas a quem quer que seja, pois o seu objetivo é orientar e esclarecer todo aquele que procura nela alívio para suas dores.

    Fonte: Livro: Umbanda - Mitos e Realidade

    sábado, 25 de junho de 2011

    Por que estudar UMBANDA? Para aprender o que? Para se entender sobre o que?



    Penso que é para se entender que a UMBANDA É UM ORGANISMO VIVO e em franco desenvolvimento. E este organismo vivo, vive dentro de nós, UMBANDISTAS.

    Estudar e entender sua história é reconhecer a nossa própria história, é saber e dizer de onde viemos, por que viemos, e também vislumbrar um caminho por onde estamos indo. Pois já nos perdemos outrora, pela falta de conhecimento e de reconhecimento dentro da sociedade.

    Eu creio que estamos na fase da expansão da consciência religiosa UMBANDISTA, impulsionada por esta nova forma de ensinar a Umbanda, adotada pelos Templos Escolas, e destes novos formadores, que abrem cada vez mais o conhecimento aos novos UMBANDISTAS, como nós.

    Nós, que adentramos recentemente nos trabalhos, não viemos apenas pelo AMOR OU PELA DOR. Viemos pelo conhecimento, pela grande magia desta religião DIVINA! Já não nos contentamos em fazer. Queremos entender. O conhecimento abre portas e janelas, e a mente expansiva do médium, guiada pelos seus guias, se ilumina num arco íris divino sem véus, criando uma nova era para a religião. Uma era em que há o reconhecimento e o respeito, pois fazemos parte da sociedade, e já não aceitamos viver a margem desta sociedade.

    Todas as nossas práticas religiosas são justificáveis, mas não é errado apropriarmos as nossas práticas ao bom convívio dentro desta sociedade da qual fazemos parte. Faltou-nos em outros tempos a consciência de que fazemos parte de um todo e que devemos cumprir e honrar a nossa cota de participação.

    NO HINO UMBANDISTA DIZ: “Avante filhos de fé, pois como a nossa lei não há!” Qual é a nossa lei? A nossa lei é a Lei de DEUS.

    E é muito mais abrangente porque nos dá muito mais responsabilidades, nos obriga ao exercício constante da fé e do amor incondicional, do respeito às diferenças, do olhar fraterno às minorias, da humildade e do reconhecimento de si próprio, do conhecimento, da transformação e da evolução.

    Estudar de uma forma ampla é procurar adquirir o conhecimento de algo. Preparar, examinar, ponderar, amadurecer. Observar cuidadosamente o fenômeno. Dedicar-se à apreciação, análise e a compreensão. Entender o organismo vivo que habita o templo mediúnico (corpo do médium), é ter posse de sua certidão de nascimento, é apresentar seu RG a quem questione sua identidade, é saber e reconhecer de fato o seu PAI a sua MÃE, seus irmãos e a sua origem divina. Conhecendo nosso passado, construímos no presente. E podemos olhar no horizonte um futuro promissor de respeito e reconhecimento para a nossa religião...

    Fonte: Jornal Nacional de Umbanda – Ed. 14, Junho de 2011

    quinta-feira, 16 de junho de 2011

    É verdade que uma mulher pode se tornar prostituta influenciada pela Pomba Gira dela?



    Não existe absurdo maior do que esta crença. Coitada da Pomba Gira, Ela não merece isto!

    Em primeiro lugar nem toda Pomba Gira foi prostituta, e as que foram, já atingiram grau de evolução suficiente para estarem atuando como Pomba Giras, portanto com as funções de defesa e proteção, já tendo superado as mazelas de qualquer encarnação pouco louvável que tenham tido.

    Em segundo lugar Pomba Gira tem mais o que fazer.

    Em terceiro lugar arrumar desculpa para ser libertino é o que todo ser desviado deseja.

    Em quarto lugar a Umbanda é Sagrada, e jamais, por questões lógicas, poderia ser conivente com um absurdo escatológico como este.

    Em resumo, qualquer um que afirme um absurdo desses tem total desconhecimento do que seja esta linha de trabalho chamada Pomba Gira.

    Não tem coisa mais incoerente e absurda do que uma mulher dizer que vai mentalizar com a Pomba Gira dela para fazer o homem dela ter uma noite inesquecível. Além de passar um atestado público de incompetência, essa criatura vai mentalizar na realidade com algum espírito tão dementado quanto ela, e nunca com uma Pomba Gira de Lei!

    Fonte: Livro: Umbanda - Mitos e Realidade

    segunda-feira, 13 de junho de 2011

    Por que meus pedidos na Umbanda não são atendidos?



    O viver nos ensina que nem todos os problemas podem ser resolvidos, mas podem ser compreendidos, e podemos receber amparo, por isso procuramos explicações que necessitam ser mais profundas. Mas sempre dentro do merecimento de cada um.

    Reconhecemos uma hierarquia dos espíritos, reconhecemos que alguns problemas que se nos apresentam tem origem kármica e, portanto não podem ser “resolvidos” rapidamente, sendo exigido um tempo para sua expiação. E não adianta ficarmos batendo pé, exigindo dos Orixás, guias ou entidades “solução imediata”. Guia nenhum, enviado de Orixá nenhum se apresenta em terreiro nenhum para “resolver nossos problemas materiais.” Tudo tem seu tempo e sua hora dentro do merecimento de cada um. Devemos pedir resignação e força para enfrentar as nossas dificuldades e principalmente auxílio para sermos merecedores da graça que buscamos.

    Compreendemos também, que temos amigos no além-túmulo, que se têm condições de ajudar, ajudam, os quais denominamos guias, trabalhando por nós em outras esperas de atividades.

    Dentro do campo das possibilidades kármicas, esclarecer ou ajudar na solução de problemas pessoais, através de mentalização clara e persistente, ou seja, é fundamental que se compreenda que um Templo Umbandista não é uma Tenda de Milagres, aonde chegamos e todos os nossos problemas materiais serão resolvidos.

    Um Templo Umbandista é o local para recarregarmos nossas “baterias”, renovamos a nossa fé em Zambi (Deus) e através da caridade pura evoluímos como seres humanos alcançando assim serenidade para enfrentarmos o nosso dia-a-dia.

    Em resumo, as funções dos guias, mentores e protetores de Umbanda são de amparo, esclarecimento, orientação... a decisão e solução são nossas.

    Compreendemos também que existe forte tendência do ser humano, de maneira geral, em quando submetidos a uma situação frustrante ou de fracasso, atribuir a causas externas a sua pessoa esse fracasso, e quando submetidos a situações prazerosas atribuir a si mesmo, as suas qualidades pessoais.

    Exemplo disto: invariavelmente quando somos demitidos do nosso emprego, atribuímos a uma perseguição, muitas vezes autêntica do nosso chefe e nunca a nossa incompetência. Nem aventamos a hipótese de estarmos sendo “perseguidos” por que somos incompetentes, mas o nosso chefe é que é um chato, ou “não vai com a nossa cara”. Em contrapartida se somos promovidos, nunca é porque o chefe é bonzinho, ou porque é um bom chefe, atento aos méritos dos funcionários, mas sim porque somos competentíssimos (e só um “cego” não “veria” essa competência toda), e essa promoção era mais do que merecida.

    Assim as pessoas agem quando chegam aos terreiros de Umbanda. Se não têm os seus pedidos atendidos de pronto, é porque o dirigente não é bom, porque o terreiro é fraco, ou porque a Umbanda não é de nada. Nunca lhes passa pela cabeça que primeiro precisam merecer alcançar determinada graça, ou que seja um processo kármico evolutivo pelo qual estejam passando para seu próprio aprendizado.

    Não meus amigos, infelizmente isso não acontece, e sabem por quê? Porque muitos resolvem ser umbandistas por medo, ou para que sua vida material melhore. Cabe mudar esse primeiro conceito. Mudar a mentalidade dos médiuns umbandistas, e aí sim mudar a mentalidade da assistência.

    A Umbanda evoluiu, esse tipo de papel não cabe mais nela. O estudo constante é fundamental. As entidades que militam na seara umbandista estão cada vez mais evoluídas e esclarecidas e tem importante papel dentro da espiritualidade.

    Fonte: Livro: Umbanda - Mitos e Realidade

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